segunda-feira, 26 de maio de 2014

cacapavaonline


Hoje inaugura o novo portal de notícias da cidade onde moro. Uma novidade  no jornalismo caçapavano acostumado com jornal impresso uma vez por semana. 

Sinto-me feliz por fazer parte dessa história participando com uma coluna semanal abordando qualquer assunto. Saindo do esconderijo de vez em quando para ficar online em outra página com muito gosto.

Espero que gostem! ;)


sábado, 26 de abril de 2014

Pra que serve um facebook?

Por diversas vezes pensei em excluir minha página do facebook. Por diversas vezes me arrependi de ter escrito algo que não devia e até discuti questões inúteis com gente que acabou me odiando “ad eternum”, mesmo sabendo que isso repercute significativamente nas rodinhas de conversa por aí. Conquistei a antipatia de alguns e até mesmo a simpatia de quem não fazia ideia de como eu era de verdade, fora do estereótipo que se vê caminhando pela rua. Pois uma coisa é o que se pensa só de ver de longe, outra coisa é conhecer de fato a pessoa através dos diálogos, dos amigos e das preferências. Aliás, através dele  podemos descobrir até mesmo o nível intelectual pela quantidade de erros de português que a pessoa apresenta.

Não importa, facebook é o registro do cotidiano de cada um de nós. E isso é extremamente interessante. Se eu morrer amanhã, por exemplo, meu filho terá ideia de como era a mãe dele no dia-a-dia e como se comportava (ou não) com as pessoas. As mancadas, as fotos de momentos especiais, as indignações de algo que não saiu como o esperado, enfim... Tudo fica registrado nessa ferramenta fantástica do mundo moderno.

Serve também para chatear, quando nossa solicitação de amizade é negada e surpreender quando se aceita alguém que sempre te olhou meio “torto” na rua e no fim demonstra ser teu fã.  Dependendo da lua, aceitamos estranhos que viram amigos ou negamos o convite daquela pessoa que se conhece, mas que não se tem nenhuma amizade. Depois bate certo arrependimento, afinal, qual o problema dela ser mais uma amiga na lista? Lua! Não tem outra explicação.

Então você percebe que um grande percentual nunca entra em contato com você, só está ali para ficar de “butuca” ligada no que você está postando sem se manifestar. Ou não, pois ao mesmo tempo você se dá conta que também não entra na página de ninguém, nem quando estão de aniversário, porque fica só focada na sua. Então tudo bem vai, deixa o pessoal olhar!

Mas nem tudo dá para compartilhar. Há uma lista de amigos e conhecidos e há também os que não têm acesso algum a nossa vida fora da internet. Isso é importante. Quem não é meu amigo, não tem que saber de nada do que eu ando fazendo na vida. Há quem deixe sua página aberta ao público, mas eu acho desnecessário, além de perigoso.  Um prato cheio para quem te quer mal. Acho muito mais interessante deixar as criaturas loucas para saber o que se passa através daquela página vazia só com o meu nome e não ter como acessar. Os meus favoritos são os bloqueados que não devem entender nada quando meus amigos falam comigo e meu diálogo não aparece para eles em lugar algum.  Devem achar que estão loucos.  Tem aqueles que a gente deixa em “Stand By” e fica só cuidando decidindo se vai deletar ou não e um belo dia acorda e pronto! Apaga a criatura da vida para todo o sempre, até que a “saia justa” os coloque frente a frente novamente e te deixe com cara de “tacho”.  

Passei a ver minha página com outros olhos. Não me importo com a quantidade de arrependimentos e questões que se pudesse daria um “ctrl z” para desfazer o erro, isso faz parte. Afinal a vida não vem com manual de instruções. Nós mudamos de opinião constantemente na medida em que as informações vão surgindo em nossas vidas. Tudo é aprendizado. Inclusive olhando os erros dos outros e não só os nossos, aliás, dificilmente conseguimos perceber os nossos.

Não importa se você passou do ponto. Não importa se em algum dia foi a “bola da vez” nas rodinhas de conversa te chamando de chata pelo excesso de postagens do mesmo assunto. Não importa se trocou o status de relacionamento um bilhão de vezes e se esqueceu de apagar as fotos do passado confundindo todo mundo. O que importa é que o registro da sua vida, caso você morra e não possa mais apagar, seja de momentos felizes e plenos, com muito mais alegrias do que tristezas e que deixe muitas saudades a cada vez que alguém for lembrar de você.  Ainda dá tempo, você pode voltar, olhar para trás e decidir se o seu  álbum  e o registro dos seus atos está tornando sua vida algo que realmente vale a pena de ser vivido.  Tudo pode ser consertado. A vida pode e deve ser sempre bem colorida, divertida e feliz.  Sim, descobri que facebook serve pra isso.  Rever a vida, registrar momentos, dar boas risadas e deixar saudades.  

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Fanatismo

Todo fanatismo é burro. Uma ideia baseada em rejeição de qualquer outra ideia que não a da interpretação particular de quem o possui. E o mais estranho é que muitas vezes alguém considerado inteligente pode ficar sem raciocínio lógico algum quando resolve ser fanático. Prova disso é a reação de algumas pessoas diante da política, do futebol e da religião.

É um fervor excessivo, irracional e persistente. Para algumas pessoas, beira o delírio. Uma agressividade exagerada, totalmente desnecessária, um intenso individualismo onde a sua opinião está acima de qualquer coisa e suas ideias são carregadas de preconceitos. Um estreitamento mental impressionante que só demonstra o quanto um fanático pode ser fraco e dependente das suas crenças.

Ser apaixonado por uma ideologia, um time de futebol ou uma religião não significa aceitar o fanatismo. É preciso um equilíbrio de emoções e atitudes. Não podemos sair por aí agredindo as pessoas só porque elas pensam diferente de nós, embora podemos e devemos comemorar e extravasar na alegria quando algo que admiramos obtém um excelente resultado. Infelizmente não é o que se percebe nas redes sociais num final de campeonato por exemplo. As pessoas perdem a linha. São extremamente desagradáveis e infantis. Promovem comentários toscos sem estruturação do pensamento e sem uma conclusão coerente. Ofendem grandes amigos com comparações grosseiras que nada condizem com a realidade. E eu pergunto: Pra quê? De que adianta isso tudo? O que se consegue de positivo com isso?

Nos Estados Unidos, uma seita suicida simplesmente acreditou num maluco com um conceito de um avanço evolucionário e viagens para outros mundos e dimensões e pronto! Foi-se embora o raciocínio pela própria cabeça. Aliás, foi-se embora a cabeça. O treinamento de um terrorista, sobretudo dos homens-bomba é criteriosamente estruturado. A fé é a única convicção de todos eles. Não se trata de luta por território, por liberdade ou dignidade, trata-se apenas de obediência ao líder supremo: Alá. São como ovelhas, aonde um pastor vai gritando na frente e elas de cabeça baixa seguem em direção à mangueira sem sair do trilho das demais.  

É uma adoração cega por algo que acredita ser a tábua de salvação. Um pai que entrega o corpo do filho recém-nascido para uma seita, por acreditar na ideia de algum doente mental com excelente oratória, que o convenceu que assim ele conseguiria ser bem sucedido na vida. No fanatismo, até mesmo alguns ateus conseguem ser fanáticos. Querem combater qualquer ideia associada a uma crença em algo superior que possa transmitir paz a alguma pessoa na face da Terra. Ora, que diferença faz se uns acreditam em Buda, outros em Allan Kardec e outros em Jesus Cristo? Para eles tudo isso é ridículo e deve ser contestado em todas as oportunidades possíveis.

Fanático é chato. Desagradável. Geralmente está cercado por outros chatos fanáticos como ele.  Gente que segue o impulso de uma paixão sem ser coerente, ou seja, fazer o bem sem olhar a quem, desde que pense como eu dentro da minha crença religiosa. Ser educado e manter minha postura profissional, desde que seja do meu time ou do meu partido político.

Aliás, na política a situação é ainda pior, pois por uma sigla, fanáticos defendem uma corja de corruptos como se fossem seus próprios pais, brigam com amigos que questionam o comportamento de um bando de falcatruas e no final das contas o político pelo qual se brigou tanto está apertando a mão do adversário combinando um acerto posterior nojento de benefícios mútuos.

Afinal, o fanatismo serve pra quê? Algo que cega, que perde a linha, que promove discórdias e antipatias. Que não gera uma discussão lógica e coerente de pontos de vista distintos. Que não traz benefício algum.   Demonstrar sua paixão através de ofensas com alguém que pensa diferente é algo totalmente desnecessário e burro.

Profissionais, que deveriam ter certa postura, perdem completamente a linha por serem fanáticos. Amigos acabam discutindo e ofendendo-se gratuitamente sem a menor necessidade. Namoros são impedidos pela diferença de cultos. Fanatismo é nojento. É algo que só demonstra o quanto a pessoa é fraca e pequena pra quem olha de fora. O quanto o ser humano está longe da evolução e prefere viver dentro de um pequeno círculo de opinião para não precisar gastar energia com raciocínio. Digno de pena. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bonitinho, mas ordinário


Este doce faz parte da minha infância. Chama-se Gelatina Rei Alberto. Um doce que homenageia o Rei da Bélgica, imitando as cores da bandeira de seu país quando o mesmo veio visitar o Brasil em 1920. Minha bisavó Maurília Miranda sempre nos presenteava com algumas taças quando fazia. Era uma de suas especialidades, além do seu delicioso bolinho de batata. 


Sempre lembro dela com carinho quando falam nesta sobremesa. Hoje descobri porque ela é tão especial para o meu pai. Porque é algo raro de ser feito. Requer paciência e dedicação. Você começa a fazer num dia e tem que terminar no outro, ou seja, começa a fazer quando está com vontade de cozinhar e termina podre de nojo de ter inventado tanta baderna na cozinha. 

Não sei se foi o azar de ter a infeliz ideia de fazer isso quando a pessoa que trabalha comigo pediu folga ou se o doce é chato de fazer mesmo. Após 30 anos resolvi experimentar a receita da bisa que estava anotada com a marcação de um coraçãozinho no meu livro de receitas da família. Ju-ro para vocês que talvez repita tal façanha com esse mesmo intervalo de tempo. 

Tudo começa com você animada na cozinha com todos os ingredientes disponíveis preparando a gelatina e cortando os pedacinhos de abacaxi. Coloca em taças de martini numa tentativa nostálgica de imitar sua bisavó. Então você se dá conta que essa primeira etapa terá que esperar a gelatina ficar pronta para receber as demais camadas, desanima e guarda os ingredientes para o outro dia. 

Só que no outro dia você está em outra “vibe” e não está mais com vontade de cozinhar. Mas o seu doce está incompleto e você lembra que seu filho deve provar a receita da tataravó para pelo menos saber que gosto teve a sua infância. Vira um motivo totalmente emocional, uma questão de valor familiar, algo totalmente pessoal.

Você sai do seu quarto que está extremamente agradável com o ar condicionado ligado e encara a cozinha num calorão desgraçado. Lá pelas tantas você começa a sentir uma pequena irritação com o suor que insiste em escorrer bem no meio das suas costas. Mas segue firme e forte. Precisa concluir o que começou. Então deve fazer uma calda maldita que leva quase meia hora para ficar no ponto do maldito fio para só então colocar as 10 gemas coadas que depois de pronto você se pergunta como foi que aquilo tudo ficou em tão pouca quantidade. Pra completar, por questão de segundos o que era para ser ovos moles acaba virando fios de ovos e você ali sem saber o que fazer para controlar aquela situação. E o fogão? O que é aquilo? Fica com calda pra tudo que é lado que começa a saltitar lá pelas tantas. Uma trabalheira dos infernos mexendo aquilo tudo para no final não render quase nada. 

Tudo bem, você precisa fazer o merengue e isso é barbadinha. A gente faz uma sujeira enorme com meia dúzia de coisinhas e tá tudo certo. Mesmo odiando ameixa, você precisa seguir a receita para lembrar com fidelidade do sabor da infância, senão não fica genuíno. Você “recozinha” aquela ameixa nojenta depois de espremê-la bem e fazer mais uma anarquia básica na sua pia. 

Então, hora de montar as taças. Você retira tudo da geladeira e começa a montar as camadas delicadamente como se fosse uma preciosa obra de arte. O momento é tão especial que é necessário registrar numa fotografia, pois talvez você nunca mais repita tal façanha. Pega o telefone e liga para o seu pai visitá-la para ter a surpresa de comer o tão adorado doce da “Vó Maurília” mais uma vez . Algo raro, que talvez nunca mais aconteça. Ao olhar para a cozinha, percebe que um furacão passou por ali, o doce aparentemente não tem nada demais e o gosto nem é tão bom assim como era o da sua bisavó. 


Me senti tosando um porco. Muita gritaria para pouca lã. Olhando para ele é tão bonito né? Parece tão simples. Mas sinceramente, eu trocaria o nome desse doce maldito de “Gelatina Rei Alberto” para “Bonitinho, mas ordinário”. Só de raiva vou comer tudo agora e acabar com esse maldito de uma vez.
 — se sentindo incomodada.

terça-feira, 25 de março de 2014

Divórcio

Como alguém pode opinar sobre algo que não viveu? Falar sobre os motivos de uma separação baseado em suposições é realmente muito fácil, mas isso é algo que pertence apenas a quem viveu na pele essa experiência. 

As pessoas se divorciam pelos mais diferentes motivos, incompatibilidade de gênio, traição, falta de amor, de atenção, distância, etc. Eu pergunto: Baseado em quê alguém fala que fulana não deveria ter feito isso ou aquilo ou fulano é isso ou aquilo porque fez o que não deveria ter feito dentro de um casamento falido?

A frase do padre dizendo: Amando-te e respeitando-te até que a morte nos separe deveria ser trocada para: Amando-te e respeitando-te enquanto estivermos felizes, pois só assim conseguirão fazer outras pessoas a sua volta felizes também, inclusive seus filhos.

Vejo casais lindos com históricos de traição “fulltime”, lindas fotos de porta-retrato e “adornos” enormes em suas cabeças ou casos de pessoas que nunca souberam o que é amar de verdade, sentir borboletas no estômago, sentir um prazer enorme de fazer qualquer coisa ao lado do companheiro e realmente amá-lo e respeitá-lo todos os dias da vida sem precisar fazer nenhuma força pra isso, que são os primeiros a criticar os divorciados corajosos que já não respiravam mais dentro de uma relação infeliz e um belo dia decidiram trocar uma vida chata por duas divertidas.

Não que o processo seja fácil. Não é. Nem um pouco. Mas é necessário. Para chegar à fase divertida é preciso sofrer, é preciso abrir mão de bens materiais e se dispor a começar tudo de novo, é preciso saber encerrar ciclos e recomeçar, é preciso ter amor-próprio, independência financeira, independência emocional, determinação, força, coragem e principalmente paciência com quem não consegue entender o que é isso.

Ninguém é culpado por não entender as razões que levam um casal a se separar. Mas vocês podem ter certeza que quando isso ocorre, não foi da noite para o dia não, não foi leviano, não foi precipitado como muitas pessoas acham fácil sair por aí falando. Foi algo muito sofrido, muito bem pensado, noites em claro, meses ou quem sabe até anos decidindo o que seria melhor para todos quando a admiração não existe mais. O amor precisa admirar, senão não sobrevive.

Por incrível que possa parecer, é muito mais fácil viver numa vidinha medíocre sem amor, abaixo da linha do morno e jamais ter que enfrentar um processo de separação. Ainda mais quando se tem filhos. Mesmo que isso dure uma vida inteira. Só que a meu ver, a minha vida inteira é curta e eu preciso me sentir muito bem enquanto vivo ao lado de quem eu realmente amo e me faz feliz.

Eu já vivi isso há alguns anos atrás e posso falar com propriedade, eu honestamente admiro muito quem decide escolher a sensação de felicidade no peito ao invés de se preocupar em fazer bonito para os outros que nada sabem do que se passa entre quatro paredes e, portanto nada tem a ver com nossas vidas e não podem opinar sobre isso.

Dizer que o certo é papai, mamãe e filhinho juntos e o resto é anormal é um absurdo aos meus ouvidos que não se conformam em aceitar uma afirmação dessas, porque simplesmente acredito nas coisas que eu vejo, que eu sinto e que eu vivo na pele. Meu filho hoje é muito mais feliz vendo os pais felizes seguindo suas vidas. Pra mim o certo é ser feliz. Nada que fuja disso me parece ser normal.

Posso afirmar que no fim tudo vale à pena, pois depois de um tempo a gente percebe o quanto todo mundo fica melhor quando existe amor. Não existem perdedores quando se aceita o fluxo dos acontecimentos. Perdedor pra mim é quem não aceita que a vida precisa ser abastecida de amor, todos os dias e não só na data do ritual do casamento diante do padre. Para mim casamento não é sentença de morte, é um compromisso com a felicidade. Tanto que me casei de novo.

Que seja eterno enquanto dure, já dizia o poeta. Que todos permitam que a felicidade entre realmente em seu coração e que ele seja ocupado por sentimentos e não dinheiro e bens materiais.

Regras, conveniências, aceitar traições ou fingir não saber delas, vida de faz de conta para fazer bonito para os outros, preocupações com casa, carro ou menos dinheiro no banco. Ora, faça-me o favor. Eu quero é viver e aproveitar todos os dias da minha vida ao lado de quem realmente me faz feliz. Mas sabe como é, é mais fácil falar dos outros do que encarar a própria vida de frente e perceber suas próprias falhas e feridas. Dói bem menos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Retorno

Quase nove meses se passaram e eu consegui bravamente me afastar do mundo virtual para a vida real. Nesse período reavaliei a vida, como sempre faço, só que sem dividí-la com a internet.

Foi então que passeando por alguns blogs que adoro, percebi que minha essência está na escrita e que preciso disso para viver.

Por onde quer que eu vá me perguntam quando retornarei ao esconderijo e manifestações de carinho surgem dos mais variados lugares. Não sabia que minha escrita influenciava tanto na vida das pessoas. Não sabia da importância das minhas palavras. Não fazia idéia do quanto minhas atitudes poderiam inspirar outras pessoas a ter coragem de escolher seu próprio caminho. Fiz rodeio, relutei, cheguei a ensaiar algumas frases e acabava sempre apertando o botão delete. Até que li no Roccana o seguinte:

“Fui nadando contra a corrente, me escondendo num cantinho cada vez mais úmido e escuro e quando eu vi, era só mofo o que saía dali. Eu não sei ser outra que não eu, exposta, aberta, verdadeira, com rompantes de alegria ou tristeza, humor lunar, ataques de “sincerona”. Acho fundamental registrar alguns pensamentos, escrever e ler depois sobre o que estava sentindo naquele dia, refletir, digerir, pensar, dividir um pouco do que tenho e sei com outras pessoas, aprender, trocar idéias, experiências, receitas secretas de bolo. Por isso decidi manter um blog vivo."

Com isso queridos leitores, eis que aqui estou de volta para falar sobre a vida sem medo, mas com a certeza de que estamos mudando a cada dia para melhor e aprendendo muito com nossos erros e acertos.

Sempre me permiti seguir meu coração, por esse motivo estou de volta pra vocês e morrendo de saudades. Não se assustem com a Renata que hoje olhou pra mim no espelho e que graças à Deus nada tem a ver com a Renata de alguns meses atrás. Sinto que consegui subir alguns degraus num grau de evolução e amadurecimento.

Consigo olhar pra trás e ver o quanto fui imatura, impaciente, impulsiva, ingênua e equivocada  em algumas escolhas. O quanto foi importante ter tido a coragem de sacudir a minha vida para me conhecer de verdade e perceber que um dia me  importei  com o que não tem valor algum. Descobrir a minha força, coragem e independência. Descobrir que podemos ousar, brincar e se desapegar de velhos paradigmas que muitas vezes paralisam. Não que hoje eu seja exemplo de maturidade, mas com certeza amadureci alguns anos em poucos meses e estou com um olhar muito diferente sobre tudo.

Acho que a vida é isso. Reinventar-se todos os dias jogando no lixo o que não importa mais e renovando o estoque do que realmente nos faz feliz.


* Republicação de um texto muito apropriado para o momento

Atendendo à pedidos

Cheguei por aqui, vi que estava tudo muito quieto, resolvi fazer uma massagem cardíaca, uma respiração boca a boca e depois uma sequência de choques elétricos...

Muitos meses sem postar,  muita coisa pra contar e ao mesmo tempo muita vida a preservar...

É meus caros, a gente muda. Graças à Deus!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O que te move?

Nossa vida é uma sequencia de ciclos.  Fases específicas que de alguma forma nos impulsiona para frente, para uma próxima fase, para uma nova experiência na vida. Mas o que te faz progredir, sair de um ponto para outro com sucesso, de modo que gere uma satisfação e uma sensação de dever cumprido?

Para responder essa pergunta, temos que levar em consideração que cada pessoa tem um objetivo na vida e o que para muitos seria um pesadelo, como ter vários filhos e uma família feliz, por exemplo, para outros é plenitude.  Há também casos onde uma pessoa pode querer muito ter filhos e uma família feliz, mas nunca encontrou a pessoa certa para fazer isso e, portanto focou em novos objetivos, movida por outros sonhos que se tornaram possíveis no decorrer de sua vida.

 Isso nos faz pensar que para que haja felicidade é necessário focar em si mesmo e esquecer os objetivos dos outros. Mesmo porque as oportunidades que a vida proporciona são diferentes para cada pessoa que existe no mundo. Além disso, cada indivíduo tem uma percepção diferente das coisas e o que pode parecer loucura para uns, como viajar o mundo todo com uma mochila nas costas, para outros é um sonho de consumo. Não importa. O que importa é olhar pra si e perceber o que te move através da sua percepção das coisas e do quanto cada escolha pode impactar na sensação de realização pessoal.

Somos movidos pelo amor, onde fazemos planos, trocamos de cidade, de maneira de pentear o cabelo, muitas vezes até de agir. Somos movidos pelos desafios, pelo novo, pelas escolhas, pela busca constante de felicidade. Somos movidos pela paixão, pela sensação de paz que aquieta o coração e orienta os pensamentos, de modo que nossas atitudes sejam modificadas a cada dia. Somos movidos pela necessidade muitas vezes, que nos coloca em situações de risco para que a saída da inércia seja forçada. Há quem seja movido pelo ódio, pela vingança, pela inveja e amargura.

Na correria do dia-a-dia muitas vezes não paramos para pensar à longo prazo e no quanto as atitudes de agora refletirão lá na frente de maneira significativa em nossas vidas. É como aquele médico que recrimina seu paciente para que faça exercícios e tenha uma alimentação saudável e mesmo sabendo disso ele espera um infarto do miocárdio para tomar a atitude que já deveria ter tomado há muito tempo.

É importante que se reflita sobre isso, sem ficar preso a velhas crenças e atitudes, pois tudo na vida é um ciclo. Temos que aceitar que são vários e que terminam. Não podemos ficar presos querendo manter algo que já acabou. É inútil e só gera sofrimentos. Temos que nos permitir iniciar um novo, com uma nova visão, aprendendo com os erros e acertos do ciclo que findou para que possamos chegar ao final da vida satisfeitos com nosso percurso, cheios de boas histórias pra contar e principalmente, que possamos olhar pra trás e ver que o que mais nos motivou em relação às pessoas, trabalho e objetivos de vida foi a palavra AMOR. Como diria Pablo Neruda: “Se nada nos salva da morte, que pelo menos o amor nos salve da vida”.  

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Saudade nenhuma de mim

Fico impressionada como mudo de opinião a cada ano que recomeça.  Às vezes fico pensando na quantidade de burradas que fiz na vida desde que nasci até os dias atuais. Minha adolescência foi o ápice de atos inconsequentes e absurdos que com certeza jamais faria de novo. Não tinha noção nenhuma de vida, dos riscos que estava correndo andando sozinha por aí numa cidade grande às onze da noite quando saía do cursinho pré-vestibular para ir para a casa por exemplo.  Pergunto-me, quem era aquela menina que habitava dentro de mim? Acho que se dissolveu ou morreu sufocada em meus novos projetos de vida.

A Renata que olhou pra mim no espelho hoje de manhã está muito diferente. Muito mais tranquila. Muito mais ouvinte, menos falante. Muito mais desapegada à coisas que antes tinham um enorme valor. Sinto-me mais leve. Pasmem! O Budismo está me encantando a cada dia. Sinto-me renovada a cada ida para a fazenda quando consigo captar a energia da terra ao cuidar do meu jardim ou quando alimento os animais e tudo que se passa em minha mente é no quanto o pêlo do cavalo está bonito ou se ele ficaria bem na foto quando o sol está se pondo ao seu lado. Minha mente fica limpa e meu coração quieto.
Não preciso participar de nenhum grupo que só o que sabe fazer é cuidar da vida dos outros e gerar energia negativa ao seu redor. Sinto uma espécie de alívio por não precisar mais conviver com certas pessoas que faziam parte do meu cotidiano e que hoje estão lá num cantinho escuro e empoeirado do passado.   Não tenho mais paciência para fazer social com quem não estou afim. Não estou aqui para fazer gracinha pra ninguém e não sirvo para ocupar meu tempo com o que não alimenta minha alma de energia boa. Já faz tempo que eu só faço o que tenho vontade e convivo com quem me faz bem. Adoro rever amigos queridos que há muito tempo não via e lá pelas tantas resolvem me mandar um e-mail. Quem deixou marcas positivas em nossa vida será guardado pra sempre no coração e por mais que o tempo passe, será como se tivéssemos nos visto ontem. O carinho, a amizade e as boas lembranças não se dissolvem com o tempo. Pelo contrário, se fortalecem. 
Sinto que meu tempo está sendo melhor utilizado fazendo o que me dá prazer e aos poucos vou preenchendo a vida com diversão, harmonia, paz, tranquilidade e amor, afastando de mim tudo que não me acrescenta em nada, que suga a minha energia ou me faz mal. Não preciso remoer antigas mágoas, não preciso me culpar pelos erros que cometi. A vida é assim e só vamos descobrir as coisas se nos colocarmos à disposição de errar e acertar ao invés de morrer com a dúvida do “e se” que sempre insiste em rondar nossas vidas.
E se eu tivesse feito tudo diferente? Não saberia como seria a Renata de agora que aprendeu a ser forte e andar com as próprias pernas ao invés de se acomodar. Mudei, mudo e mudarei sempre. Eu sou assim. Permito-me descobrir o novo, me abrir para o desconhecido e buscar infinitamente e incansavelmente me sentir feliz.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Falta do que fazer

Dona Calastaboca, mais conhecida como Cacá, é típica moradora de uma cidadezinha de interior onde pessoas frustradas e infelizes que só fazem cocô e aniversário durante o ano se ocupam de falar da vida alheia e o auge de uma conversa que julga ser inteligente e animada é se fulana engordou uns quilinhos a mais ou se está namorando esse ou aquele lá. Sempre é claro sob um ângulo negativo e maldoso onde seu ponto de vista se detém a observar a vida dos outros enquanto esquece de olhar a sua que é um verdadeiro desastre num gráfico descendente.


 Senhora de meia idade, mãe de dois filhos problemáticos que ela julga ser motivo de orgulho, sobrevive à custa de um marido tosco da qual não pode se separar senão morre de fome. Ocupa seus dias falando dos outros e comendo sem parar. Como consequência está engordando e por isso a preocupação com a aparência alheia. Para aliviar de alguma forma sua rejeição com o próprio corpo e sua infelicidade que transborda pelos poros ela fala. Mas fala. Fala sem parar e por mais que o tempo passe e mil coisas aconteçam, Cacá está lá naquela vidinha medíocre sempre fazendo fofoquinhas, intriguinhas, comentários maldosos tão vazios quanto sua vida.  


Cacá é daquelas que, com o tempo poderá comprar um aparelho de surdez, dos melhores e mais avançados, mesmo tendo sua audição em perfeita e saudável condição, só para ouvir as conversas das comadres que passam pelas calçadas de sua rua. Não duvido disso.  


Nos dias de festa, que ocorrem algumas vezes na “alta sociedade” da cidade de Sucupira City, antes mesmo dos primeiros cidadãos chegarem em suas mesas, Cacá e sua língua afiada avaliam se os vestidos estão repetidos ou de acordo com as últimas tendências da revista Moda Moldes que sua mãe assina. Mesmo devendo para a farmácia ela investe em vestido e sapato novo para não fazer feio para os "outros" que nem lembram que ela existe. Coitada! É uma das poucas diversões na vida agitadíssima de Cacá trancada em casa.


Pra completar, nunca falta uma amiga carente de um par de ouvidos, independente se haverá um repasse deturpado ou exagerado de informações para alimentar uma pessoa dessas e torná-la uma máquina de fazer fofoca “ad eternum”.


 Vida vazia. Falta do que fazer. Infelicidade saindo pelos poros. Ocupar-se da vida alheia já que a sua é uma grande “bosta”, com o perdão da palavra. São pessoas maldosas. Elas criam em suas mentes versões negativas de tudo de bom que acontece na vida dos outros. A lipoaspiração da fulana foi em troca de alguma coisa. A beltrana se separou e agora tá namorando um velho fazendeiro e vai tirar todo o dinheiro dele. Detalhe, nem de longe a criatura é velha e não tem nada de jogos de interesses no meio de uma relação que é muito bacana. Mas a maldade que sai de sua boca é forte, como um veneno escorrendo enquanto fala.


Mas "sabecumé", gente falsa e fofoqueira é como sapo, tem língua comprida, olho grande e vive na lama. Melhor até é deixar pra lá. Uma hora vem uma cobra, come essa sapa e resolve o problema. Se é que vocês me entendem.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FIM DO MUNDO

Para mim, o fim do mundo é estar rodeada por gente grossa e mal educada. É gente que fura a fila e não respeita as outras pessoas que estão aguardando. Gente que joga lixo no chão. Que estaciona em local proibido. É gente que não sabe sorrir, não sabe perder e não sabe escutar um não. Gente que não relaxa nunca. O fim do mundo pra mim é gente que se faz de vítima e ao invés de andar com suas próprias pernas quer fazer os outros de muleta. Parasitas humanos que só o que sabem fazer é culpar os outros pelos seus fracassos. Gente que não gosta de bicho, de criança e de flores.

Gente que fala alto demais, aliás, gente que fala demais principalmente da vida alheia. Gente que engana, que decepciona, que é desonesta. Gente que perde seu tempo de vida desejando mal para quem quer que seja.  Gente que não paga suas contas em dia e ainda se enche de razão e pose. Gente que não tem consideração, gratidão e compaixão pelas outras pessoas. Gente que só olha para o seu próprio umbigo e ainda se ofende quando percebe que os outros não estão olhando também.
É o fim do mundo permitir que alguém assim faça parte de nossas vidas. Contaminando, envolvendo num emaranhado de intrigas, confusões e fofocas tornando a nossa vida pesada pelo simples fato de estar perto.

Bom mesmo é saber reconhecer as pessoas “fim do mundo”, riscá-las da nossa vida e recomeçar um novo ciclo ao lado de quem sabe nos fazer feliz.

Querem saber de uma coisa? Olhem esse vídeo:

Agora imaginem que todas as pessoas que vocês não querem mais que façam parte de suas vidas foram explodidas e sumiram do planeta a partir de hoje. E que venha o dia 22 de dezembro como o início de uma nova Era, onde somente as pessoas que importam estarão conosco daqui pra frente.  Feliz 2013 para todos nós!  ;)

* Ao assistir esse vídeo preste muita atenção na letra

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

EFEITO COLATERAL

No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. Entrou sem convite, de penetra... Simplesmente, arrebentou minha uretra...

Quase três da manhã e não consigo dormir de jeito nenhum devido aos efeitos da dolantina e morfina que injetaram em minha veia por cinco dias consecutivos de 4 em 4 horas. Na verdade, só tenho a agradecer por essas drogas que me impediram de cantar o Hino Nacional de trás pra frente de tanta dor. Cada vez que me fincavam uma agulha com uma seringa do tamanho do meu secador de cabelo, sentia um alívio inexplicável... Mas isso foi lá, aquele dia... Agora chega! Não aguento mais não ter controle da situação.

Imaginem o sofrimento de não poder fechar os olhos ou apagar a luz que já começa uma espécie de start de imagens psicodélicas sem fim, te fazendo sentir que está realmente dentro daquela imagem. Eu defino o canal que quero assistir entendeu? Quero fechar os olhos e simplesmente dormir em paz no “escurinho do cinema”. Cansei de ficar olhando a bolinha que engoliu a outra bolinha que por uma fagocitose multicolorida em neon resolveu vomitar um trilhão de bolinhas de luz formando uma onda gigante de flores roxas com cordões rosa pink que não param de piscar pra mim.
Preciso dormir! E preciso fazer isso no escuro... No silêncio do meu quarto sem interrupções. Preciso da escuridão total para dormir. Só que quando fecho os olhos, meu travesseiro vira um algodão doce que não mela e me faz voar numa imagem mega ultra power colorida onde lá pelas tantas aparece o Darth Vader abrindo a boca que sai outro Darth Vader de dentro e depois outro e depois outro. Pra piorar ele está dançando eu quero tchu eu quero tchaaa achando mega engraçado quando aponta pra mim como se dissesse: “eu quero tuuuu”. Sim, o Darth Vader me quer... E tá insistindo. Eu abro os olhos e penso mas esse cara tá “pedindo uma garoa com vento na cara”...

Tô entrando em pânico! Acendo o abajur, olho para o quarto... Tudo normal, meu quarto é todo branco, então olho para os lados e penso: Sim, tá tudo bem Renata Miranda volte a dormir.
Esquece o Darth Vader, essa hora ele encontrou o ET da visão anterior e foram passear na nave aquela que se abria em camadas e pingava sorvete nas estrelinhas que explodiam em luzes de neon naquele universo com um jogo de degradê que eu ju-ro, que adoraria saber reproduzir num quadro de tão lindo que achei.
Sabe, eu confesso, no início eu achei super divertido e legal. Tinha horas que eu ficava rindo e pulando bolhas de sabão e a porta do meu quarto começou a enraizar na parede e foi tomando conta do quarto todo. Todo trabalhado no marrom com dourado, aquilo tava um show! Como eu gostaria de conseguir reproduzir aquele desenho com minhas próprias mãos. Queria poder dividir com o mundo o que estava na minha cabeça. O “lance” é lindo demais para guardar só pra mim. Queria uma análise crítica da minha mãe que adora pintar quadros naquela cena. Uau! Minha mãe ia pirar com esse! Caraca! Olha isso! Aquele hibisco gigante acabou de explodir e eu não consigo mais parar de pensar no quanto isso foi lindo de morrer e eu aqui sem poder mostrar, presa dentro de mim mesma. Socorro!  Alguém me ajude! Estou presa num lugar muito agoniante e ao mesmo tempo tão lindo que se não fosse tão chato e demorado para passar e eu tivesse o controle de fazer parar eu juro que até ia dar uma “negociadinha” com alguma enfermeira para conseguir mais.


Mas como eu ia dizendo... Hã? Que foi? Ai, a plaquinha que trouxe do Chile todo trabalhado no cobre que tenho no corredor acaba de balançar a cabeça pra mim.  Até me assustei! Achei que ele fosse me arremessar a lança que tem na mão com aquele braço gorducho todo trabalhado nas 787 pulseiras verdes que de vez em quando ficam piscando num movimento de vai e vem. Coisa chata! Vou ter que fechar a porta perai...

Mas gente... “PURAMOR”... É muito ruim não conseguir parar uma viagem psicodélica e voltar para a realidade de simplesmente fechar teu olho e dormir, afinal, se quiser ver  uma imagem bacana daquelas simplesmente podemos entrar no google e digitar imagens psicodélicas e pronto. Você define a hora que isso vai acontecer, você escolhe a hora de parar, você está no comando da situação.

Cansei de assistir a mesma história com personagens diferentes só porque fechei o meu olho. Onde desliga isso? Quando é dia eu quero dormir, quando chega a noite ou eu enxergo tudo se movimentando e virando imagens que mudam de forma ou eu fico como um quati assustado olhando para o teto escuro e brincando com o meus móveis que de vez em quando começam a perder a forma e formar ondinhas, universos, céus estrelados etc... Consigo sentir o corpo deslizando em ondas macias nauseantes com imagens extraordinárias.
Procurei se existe um antídoto, algo que me deixe com os olhos normais novamente para liberar a mente e decidir se posso ter o direito de contar carneirinhos normais que não pisquem e me ofereçam seus cocôs em saquinhos de bibis enquanto um papagaio se transforma no Nei Matogrosso e conversa comigo com a voz da Alcione.

Droga é uma droga mesmo! Meu cérebro esta a milhão dançando “caracarambacaracaraô” pra mim. Xiiii... Aquela tartaruga com a cara da Henriqueta Brieba que faz cocô de notas musicais coloridas está tentando se comunicar comigo e eu não sei falar tartaruguês. Tô tentado me esforçar e não consigo entender o que ela fala. Ela encolhe o pescoço que mais parece (desculpem o palavrear) um “pinto” de um senhor de 98 anos de dentro daquela imagem saem  vários outros “pintos” de neon com um saco escrotal com olhos que piscam sem parar.  Ficam pulando dentro de um buraco negro lindo de morrer rosa chock que vomita um degradê todo trabalhado na linha do rosa e azul piscina que  faria Clóvis Bornai morrer de inveja.
Só sei que cada vez que a dor recomeçava, enfermeiras bacanas adentravam o quarto do hospital e depois lembro de fazer o símbolo da paz e amor para os meus pais, dar um tchauzinho e ficar rindo sozinha.


Me peguei por um momento, que demorou muito, “me achando” “A INTELIGENTE” quando enxergava painéis eletrônicos com vários números que piscavam em alto brilho todo trabalhado na purpurina dourada. Me senti num filme policial interessantíssimo, e se alguém ousasse falar comigo e me fazer abrir os olhos eu juro que matava naquela hora se tivesse algo pontiagudo nas mãos... Estava achando uma delícia poder voar em ondas magnéticas que me faziam sentir poderosa e me via fazendo altos cálculos de matemática e o resultado aparecia em vermelho todo trabalhado na purpurina vermelha “a la bola de natal” com o que eu estava pensando e mostrava que estava certo. Incrível! Havia todo um serviço de inteligência da policia todo trabalhado no degradê do preto e cinza que pareciam um sorvete derretendo com diversas cabeças em 3D que saltavam subindo e descendo perguntando qual o resultado do próximo enigma. Foi um dos que eu mais gostei. Me enxergava anotando num bloco, que se não me engano pedi para a Alice que gentilmente me emprestou enquanto o coelho passava por nós com um relógio que derretia e dizia: o tempo está acabando, o tempo esta acabando...

Me senti tão poderosa, mas tão poderosa que falei até um “CASTABOCA” dos meus para a neurótica da rainha que ficava repetindo cortem a cabeça dela! Cortem a cabeça dela! E PASMEM! Ela ficou bem quietinha e dos seus olhos saiam lágrimas psicodélicas lindas de morrer todo trabalhado no rímel “GIVENCHY”.
(Abrindo um parêntese, sabecumé, drogado quando tá doidão não para de falar e imenda um assunto no outro sem parar para respirar, mas quase doei um rim uma vez num ato de loucura e acabei comprando esse rímel porque me disseram “QUE RIMEL MELHOR NÃO HÁ” Putz! Aquilo era verdade e toda vez que pego o meu rimelzinho todo trabalhado na Loreal amaldiçoo quem me deu essa informação, preferia ter morrido na ignorância de não ter conhecido um rímel que realmente faz você mexer o cabelo e fazer “ZOINHO” quando caminha pela rua).
Mas enfim, deixa isso pra lá, eu tava falando da Rainha... O que eram as cores das lágrimas que saiam dela? Acabavam virando uma onda toda trabalhada do dregradê que saía do cinza e explodia fogos de artifício prata... Uma cosa “lindia” que eu nunca mais vou esquecer.

O quê? Já são cinco da manhã?
Querem saber? Vou encarar o presépio todo trabalhado na luz neon branca com purpurina prata que está fazendo um social no corredor na frente da porta do meu quarto enquanto o Roberto Carlos canta: Essa luuuuuuuuuuuuuuz é claro que é Jesus... Tá lindo de ver... Pode ser que apareça meu São Miguel Arcanjo lindo de morrer todo trabalhado no dourado com aquela espada saindo fogo azul todo trabalhado no degradê no mesmo tom que de vez em quando explode um raio “a la fogos de artifício estilo CASA DO TIO CHOCO NO ANO NOVO”.

Enfim... Como eu ia dizendo:  desculpem a prolixidade. Ficar falando sem parar como a Narcisa, mas gente drogada é um porre mesmo! 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Meu doce vampiro

- Mãe, sai desse computador. Tem um morcego na sala.
- Ah tah Guilherme! Muito boa a tua tentativa de chamar a minha atenção, ora se vai ter um morcego na sala!
  
Ajustei os óculos de grau e segui concentradíssima no meu teclado.
- É verdade mãe! Não tô com açulinação, alucinação, sei lá como diz.
- Tá, Guilherme, eu vou levantar da cama e vou lá dar um Oi para o Batman e pedir para ele ir salvar as pessoas lá na Vila Sul.
 Cheguei na sala toda corajosa e pronta para fazer uma cena de conversa perguntando que fim levou o Robin, quando passou aquela asa delta preta enorme dando um rasante na minha cabeça. Foi o maior grito que já dei na vida!

Tranquei-me no quarto com o Guilherme e a ordem hoje de manhã foi deixar todas as janelas abertas para o Batman sair mesmo que estivesse chovendo 400mm. Minha empregada deve estar pensando que eu tomo LSD. Não deve ser fácil trabalhar comigo hein Gina Maria?

Mas o pior mesmo foi a minha total falta de credibilidade diante do meu filho:
- Mãe, foi muito engraçado. Vou contar pra todo mundo que tu grita igual uma criancinha!
Ah! E eu não to mentindo viu?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Meu querido Victor


Sabe aquela pessoa que você admira pra caramba e guarda com muito carinho nas suas recordações? Aquele professor que no primeiro dia de aula te dava medo, extremamente respeitado, exigente, competente, que provoca um certo pavor em dia de prova? Aquele que com o tempo você vai aprendendo a adorar, ver que por trás daquele "carrasco exigente" existe uma pessoa muito bacana e divertida que merece ser escolhido para um lugar de destaque na hora da sua formatura.

Então lá pelas tantas você resolve fazer um concurso e descobre que ele também passou e hoje é seu colega de trabalho. Você o encontra algumas vezes e sempre lembra com carinho do tempo bom que não volta mais. Algo do tipo perguntar a cada momento da aula de legislação trabalhista se pode ou não pode determinada situação e ficar nos olhando bem sério com um olhar sarcástico. Aquele silêncio na sala de aula onde não fazíamos idéia se podia ou não tal desfecho na lei, então ele se atirava na cadeira para trás e dizia: Claro que pode! Eu adorava essa parte! Talvez ele nem perceba que faz isso direto e qualquer aluno responderia seu nome se fosse perguntado de quem tinha essa mania.

Um belo dia você abre o facebook e se depara com isso: 
"Meio que por acaso, descobri ontem o http://www.esconderijodarenata.blogspot.com.br/. Ali, a autora postou inúmeras crônicas divertidíssimas, umas que são capazes de emocionar e outras que te acertam em cheio com a crua realidade. Mesmo despretensiosa, a autora tem a habilidade de nos tornar coadjuvantes em suas estórias. A seção (e todas as outras) Renata e Você é impagável. Não consegui desgrudar do IPad enquanto não terminei de ler todo o conteúdo... Fica a sugestão! A propósito, a autora Renata Miranda foi minha aluna e agora é minha colega (#orgulho)!"   Victor Kloeckner Pires
São essas coisas que me fazem adorar esse blog. Receber carinho de pessoas especiais é bom demais!

Pode ou não pode?  Claro que pode!    

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Papo Cabeça

Livre-se de tudo que te faz mal. Afaste-se de pessoas negativas. Procure sentir paz. O tempo me ensinou que paz é a melhor sensação que existe. É o indício que sua vida está equilibrada em todos os setores. Retire-se dos ambientes pesados cujos olhos das pessoas só servem para criticar ou invejar. Se algum assunto te incomoda, procure não saber sobre ele. Ignore. Ocupe sua mente com o que te proporciona prazer e alegria. Olhe pra dentro da sua alma. Para suas atitudes. Para o seu equilíbrio.

Não faça o que não sente vontade só para contentar os outros. Delete da sua vida pessoas que só lembram de você quando estão na pior. Aliás, tem gente que é uma fonte inesgotável de problemas. Melhor manter distância. Desencane com as neuras, elas não servem pra nada. Tem gente que faz drama até com o cheiro de uma pipoca. Sim, isso existe! Desconfie de quem não gosta de crianças e afaste-se o mais rápido possível dessa pessoa. Te dou certeza de que ela é uma CHATA com TODAS as LETRAS MAIÚSCULAS e nunca vai saber diferenciar uma birra boba de um complô maquiavélico e psicopata. Esse tipo de gente é melhor ficar sozinha morando com um gato e uma tartaruga, comemorando o natal com a televisão.
Se um dia alguém se achar no direito de querer mudar a sua personalidade, fazer você gostar de todas as coisas que ela gosta e nunca aceitar fazer o que você quer, mande dar uma voltinha no Vale do “Nunca mais me encontre de novo”. Ambas as partes tem que ceder. Quando só um lado cede, a corda arrebenta lá pelas tantas.
Saiba que bens materiais são ótimos, mas quando se tem um amor verdadeiro para compartilhá-los com você, senão perde todo o sentido. A vida tem muito mais graça quando amor, respeito e carinho é mais importante que dinheiro. Aliás, de nada adianta luxo se teu coração está um lixo.
Aceite conselhos, jogue num liquidificador mental e forme sua opinião. Pense com a sua própria cabeça. Tire suas próprias conclusões. Acredite, muitas vezes deixamos de fazer a coisa certa porque acreditamos no que as pessoas falam num determinado momento. Só que as pessoas mudam e com elas mudam as atitudes e promessas. Aliás, aprenda a jamais colocar nas mãos de outra pessoa sua sensação de felicidade. Seja feliz por você, pra você e só assim conseguirá fazer quem está ao seu redor feliz também.

Seja independente financeiramente e tenha controle dos seus gastos. Nossa! Eu mudei tanto nesse quesito. Tenha certeza de que você não precisa de muita coisa que achava que não poderia viver sem. Tão bom poder dormir com a cabeça no travesseiro sem pensar em dívidas. O prazer é muito maior que olhar para um monte de bugigangas que nem eram tão importantes assim e que te deixaram endividada até o natal de 2017.
Ria de si mesmo. Não se cobre tanto. Vire a página. Busque realizar todos os seus sonhos sem guardá-los num canto escondido da gaveta, mesmo que um dia um desses sonhos acabe mudando e sendo substituído por outro completamente diferente ou não esteja no “cardápio” de sonhos da pessoa que está ao seu lado.

O que importa se você acordou um dia e percebeu que mudou completamente de idéia? O que importa se tua mãe te criou para que fizesse medicina e você resolveu fazer artes cênicas e até hoje não conseguiu nem uma ponta na novelinha malhação da rede globo. E daí se você gosta de comer o doce antes do almoço? E se às três da manhã você acorda e decide pedir uma pizza? Quem inventou as regras? Quem decide o que é certo ou errado? O que pode ou não.  Onde está essa maldita barreira?
O que vale nessa vida é podermos agir de acordo com nossa vontade, desde que não prejudique ninguém, inclusive nós mesmos. É descobrir de verdade o que significa aquele monte de pontos de interrogações que brincavam de esconde-esconde com nosso cérebro o tempo todo. É ter coragem de se abrir para a vida. É buscar o que te faz feliz. E sim, é saber que as escolhas erradas fazem parte disso tudo e que devemos superá-las e aprender com cada uma delas de modo que as próximas sejam certas.  Assim ó, em resumo, se não tá ótimo, a gente tem a obrigação de fazer ficar, tá legal? 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

20 de setembro

Em 20 de setembro de 1835, os farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, venciam o confronto da Ponte da Azenha e entravam na província de Porto Alegre. Iniciou-se a Guerra dos Farrapos, o mais duradouro conflito armado da história do Brasil, que resultou na declaração de independência do Estado do Rio Grande do Sul.
Em 20 de setembro de 2004, nascia a pessoa mais importante da minha vida. Aquele que mudaria todos os meus conceitos e me tornaria uma pessoa melhor a cada dia. Meu filho. Um ser amado que saiu de dentro de mim para me tornar eterna através de seus olhos.
Aquele que significa muito mais que a realização de um sonho. Significa aprendizado, carinho, troca, vida cheia. Significa a beleza da vida, o propósito de se viver. Significa amor. Amor de verdade, que se sente na alma. Que zela, reza, protege, torce, vibra, se importa.
Toda mulher que um dia sonhou com a maternidade e batalhou para conseguir isso, sabe o que significa o tamanho da importância de um filho em nossas vidas. Sem exageros. Eu posso perder tudo na minha vida, mas se eu tiver meu filho com saúde perto de mim e eu com saúde para cuidar dele, terei forças para enfrentar qualquer adversidade da vida.
Adoro ser gaúcha e sinto orgulho da minha terra. Sei de cor o hino todo e canto em alto e bom tom, mas prefiro substituir o hino pelo “Parabéns a você” nessa data. Para mim foi o 20 de setembro o precursor da felicidade.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Beleza & Sucesso

Sabe o que é verdadeiramente bonito? Ser uma pessoa digna de admiração, respeito e amizade. Pagar suas contas em dia e não dever nada para NINGUÉM. Não tem nada pior que passar na rua bem arrumada e devendo dinheiro para alguém. E não importa se é R$10,00, R$200 ou R$2000,00. Isso é não ter vergonha na cara, não ter respeito pelo trabalho dos outros e não ter dignidade.  Para mim de nada adianta um rostinho bonito se não honrar seus compromissos. Mesmo porque rostinho bonito é efêmero. Caráter é para sempre.
Sabe o que é sucesso? Sucesso é ter os pontos da vida em equilíbrio, profissão, família, amigos e amor sem excessos nem faltas. Você pode até se perder lá pelas tantas ou ter problemas na família quem sabe... Mas se você atinge o equilíbrio onde consegue sentir paz e alegria em todos esses pontos ao mesmo tempo então você realmente é uma pessoa de sucesso.
Quando falo em atingir equilíbrio, não me refiro a conseguir as coisas a qualquer custo, mesmo que pra isso tenha que fazer o pescoço dos outros de degrau, me refiro a conseguir as coisas de cabeça erguida, com dignidade, com responsabilidade, com comprometimento e ética.

Para quem não sabe, dignidade é a palavra que define uma linha de honestidade e ações corretas baseadas na justiça e nos direitos humanos, construída através dos anos criando uma reputação moral favorável ao indivíduo. Respeitando todos os códigos de ética e cidadania e nunca transgredindo-os, ferindo a moral e os direitos de outras pessoas.
Para mim não há nada mais belo que uma pessoa digna, educada, culta, inteligente, que não sabe o que significa “trambiques e falcatruas”, que é digna de ser amada, que não precisa se esconder para viver a sua vida, pode fazer tudo as claras, sem culpas nem ressentimentos. E se um dia tiver filhos, esses filhos só terão orgulho e respeito pelos atos dessa mãe ou desse pai.

Não... Isso não é moralismo barato. Quem me conhece sabe que detesto política da “moral e bons costumes” de uma sociedade hipócrita. Sou totalmente avessa a conceitos prontos. Acho que devemos quebrar paradigmas, enfrentar os problemas e buscar ser feliz sempre. Sem máscaras e sem fazer de conta que a vida é cor-de-rosa. Mas tudo isso pode ser feito com dignidade. É isso que demonstra a verdadeira beleza e o sucesso que uma pessoa tem.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vó Landinha e Vô José


Sinto que estou me despedindo deles. Tem momentos que prefiro não visitá-los para ficar na lembrança somente com os momentos bons. Quando me dou conta que eles estão "indo embora" vou correndo dar quem sabe o "último beijo e fazer a última 
piada". Lembrar do meu vô querido dizendo "Paz e Amor" repetidas vezes quando uma discussão começava, lembrar da Vó Landinha fazendo piada engraçada, lembrar do chimarrão antes do almoço com todo mundo na volta. A sopa de legumes com massa e o feijão com um toque único inimitável. 

O tempo passa e nada mais é como antes. O corpo enfraquece, as pernas desobedecem, o cérebro não comanda mais. 


Aos poucos estão partindo e nos mostrando que da vida nada se leva e que família só tem valor quando está unida e convivendo em harmonia. Nos mostrando que o que importa é ter saúde e amor em nossas vidas. Poder sentir paz ao deitar no travesseiro e acordar sorrindo para a vida. O resto é só resto. 


Não acredito na morte. Acredito em uma passagem da vida terrena para outra vida em outro lugar qualquer. Quando digo que acredito, não é da boca pra fora, acredito de verdade e sei que lá não haverá dores, nem suspiros ardidos. Só haverá flores num lindo campo florido. E então eu sei que meus velhinhos enfim estarão em paz.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Olhos acostumados


Quando os olhos se acostumam com o que se enxerga ao redor, a rotina entra na história como catarata que te impede de enxergar novos ângulos de visão na vida.

Muitas vezes não queremos sair da zona de conforto por puro medo do desconhecido e às vezes o desconhecido pode ser muito melhor.

Chega ser especial de tão simples. Chega ser puro de tão belo. E é exatamente nessas horas que você percebe que era exatamente ali que você gostaria de estar. É preciso desacostumar os olhos com as ilusões que nos cercam, para conseguir enxergar o que realmente tem valor.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entãotátchau!

Chegou a hora de dizer ADEUS! Decidi que muito embora ame escrever, esse blog já deu o que tinha que dar. Fiquei com pena de apagar meus contos e crônicas e por isso deixarei aqui como um velho arquivo escondido no mundo virtual, adormecido entre alguns olhares saudosos esporadicamente.

O esconderijo me proporcionou grandes momentos, conheci editores, participei de antologias, descobri como é autografar a capa de um livro com meu nome impresso nele. Adorei ver texto meu publicado na Revista Crescer da Editora Globo. Adorei dar entrevistas e brincar de ser uma escritora de verdade com cinco minutos de fama. Foi muito divertido. Brinquei, desabafei, falei coisas que não devia. Oscilei, mudei de idéia, de cor de cabelo, de lugar na mesa, de caminho, enfim... Mudei de vida e de maneira de pensar.

Despeço-me falando em passado, presente e futuro. "O passado é importante pela bagagem que você traz de lá e o futuro só é importante no plano de abstração e da fantasia, porque ninguém o alcança. Estamos todos presos nesse exato momento. Passado e futuro são apenas sinalizadores de calendário para designar quem você foi e quem você pretende ser quando crescer". Então, nesse exato momento, decidi que me despeço da escrita nesse blog e deixo meu passado como recordação de quem fui um dia.

Até o futuro! Num outro blog talvez...Um forte abraço a todos que compartilharam desse espaço durante 5 anos. Ficarei escondida na vida real e não mais por aqui.