sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Romeu & Julieta – Versão “Tuduquihádimamudééérnu”


Romeu e Julieta é uma tragédia escrita nos primórdios da carreira literária de William Shakespeare sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A peça ficou entre as mais populares na época de Shakespeare e, ao lado de Hamlet, é uma das suas obras mais levadas aos palcos do mundo inteiro. Hoje, o relacionamento dos dois jovens é considerado como o arquétipo do amor juvenil.

Fico imaginando Shakespeare em pleno 2009, com um note ultramoderno em sua frente, split ligado, cadeira ergonômica extremamente confortável, reiventando a história sem abrir mão da sua habilidade dramática e maturidade artística.

Imaginem comigo como seria: Romeu resolve aceitar o convite de Benvólio para uma festa na esperança de encontrar aquela que ele pensava ser seu grande amor, quando se depara com Julieta. Apaixona-se perdidamente por ela e não consegue mais tirá-la de sua cabeça.

Mas Julieta está comprometida com Páris e não pode aceitar o amor de Romeu. Além disso Montecchios e Capuletos são inimigos, duas famílias que se detestam. Ignorando o ódio entre as famílias, após a festa Romeu invade a varanda de Julieta, escuta com todo o seu amor as declarações da moça e pega o skype, o msn e o orkut dela. Bem devagar e com todo o seu amor entra no orkut da moça para saber como é e se apaixona ainda mais.

Romeu e Julieta estão transbordando amor pelos poros sem poder viver essa paixão avassaladora que lhes corrói o peito. Então eles decidem se casar secretamente com a ajuda de um padre maneiríssimo que gostaria de selar a união das famílias e ao cair da noite Romeu adentra o quarto e outras coisas de Julieta, onde eles consumam seu casamento.

Mas o pai de Julieta, sem saber de nada, quer casar a filha com Páris e ela se desespera e pede ajuda ao padre maneiríssimo. O padre maneiríssimo oferece uma erva "da boa" para Julieta na esperança de acalmá-la e deixá-la babando com cara de chapada e assim fazer com que Páris se desencante com a expressão do rosto da menina e a deixe em paz para sempre (sim, porque hj em dia cicuta não engana mais ninguém com a tecnologia da medicina!).

Só que Julieta acaba tendo um "teto", fica completamente travada e desmaia por que fumou demais. Romeu pensa que Julieta está morta e amargamente, o protagonista compra uma droga mais forte de um atravessador na boca de uma favela próxima e se junta à sua amada para tentar uma overdose. Julieta acaba acordando com uma larica desgraçada e Romeu se surpreende... Como tinha acabado de cheirar uma carreira do tamanho de uma mesa de centro imaginou estar com alucinações e gritava:
- Julieta! Julieta! Meu amor! Deixaeufalá, deixaeufalá, Soy Yo! Seu chispito boliviano falsificado, um agente secreto tabajara, uma mistura de paraguaio com boliviano que te ama ...Deixaeufalá... (isso tudo ele disse ultra, mega, power rápido e com os olhos saltados ok? Tava numa ligadeira horrível...)

Mas Julieta não entendia nada e se apavorou quando viu Romeu naquele estado. Foi então que ela olhou para o lado e viu um punhal que Romeu deixou cair e furou todo o saco de cocaína jogando toda a droga fora revoltadíssima por ver seu amor assim. Então os pais de Romeu chegaram na hora e presenciaram a cena e ficaram muito gratos por Julieta querer tirar Romeu das drogas. Com isso as famílias fizeram as pazes.

A peça termina com Julieta cantando as músicas “Outra vez” de Roberto Carlos e "Domingo" da Gal Costa e Tim maia, para dar uma abrasileirada na história e fechar com chave de ouro.
Renata Shakespeare

Se quiser saber que música eu tô falando escuta aí, cumpadi:
http://letras.kboing.com.br/roberto-carlos/outra-vez/
http://letras.kboing.com.br/gal-costa/domingo/


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amor com amor se paga

Prezada Renata,
Ao visitar seu blog me senti sua amiga desde a infância. Tenho andado um tanto desanimada e estressada com minha relação. Meu marido é uma pessoa muito dificil, dono de seu proprio nariz e de seus atos. Individualista ao extremo. Vi suas fotos o que demonstra a sua auto estima la em cima, tento ate me guiar pra seguir minha vida. Acho que me falta coragem pra certas ações. Ele frequenta casas de prostituição com os amigos ou sozinho e ao pedir que me leve pra jantar ele diz que não tem R$. Diz que não me deve satisfação do que faz e onde vai. Entrei na teoria do silencio, aonde so escuto, mas isso me faz mal. está matando o que tenho de bom por ele. Tenho vontade de sair gritando e xingando. Sei que todos os homens são assim, ou quase todos. Não sou uma pessoa que tenho uma independência financeira que possa me manter, caso separação, mesmo tendo um curriculo de invejar. Ao escrever isso realmente vi que me falta coragem em agir, mas eu amo ele. Mesmo sabendo que o certo em uma relação é a amizade, não posso dizer que ele é meu amigo. Sei tb que é dificil dar opinião em uma relaçao a dois ja que tudo muda de uma hora pra outra. na verdade não há perguntas acho que busco apenas aquela palavra amiga que me levante. Não tenho filhos e por destino acho que deus quis assim, pois parece que não é pra ser com ele.
obrigado por me escutar
abraços



Isso é muito mais comum do que se pensa. Homens criados numa cultura machista que se acham no direito de fazer e acontecer dentro do casamento porque sustentam a casa, sem saber o valor da palavra respeito e muito menos consideração pela pessoa com quem se casou.

Homens, que se casam para ter o status de casado, e que enfiam seus "pintos" em qualquer vagabunda por aí sem se preocupar se levarão para casa uma doença venérea que poderá inclusive acabar com a vida de uma pessoa que está correndo risco sem saber, por que o fubango do seu marido não vale nada. Desculpem o palavreado xulo, mas a ocasião pede que seja escrito assim.

Homens que precisam pagar para ter sexo que lhes aliviem um dia estressante, mesmo tendo a esposa em casa, porque se não for por dinheiro nenhuma mulher teria coragem de chegar perto, pois são repugnantes. Se não fossem conseguiriam sexo gratuito com alguma mulher disponível por aí, não precisariam de prostitutas.
Muitas vezes alegam que a mulher não faz o chamado “serviço completo” e por isso procuram prostitutas. Mas para se ter “serviço completo” na cama se faz necessário muito mais que um pênis à disposição. Se faz necessário amor, ternura, tesão, carinho, companheirismo, cumplicidade, química, cheiro, pele, toque, olhar, beijos... Se isso não existir, não haverá como querer que a esposa faça o papel da prostituta em termos de performance, pois ela nem está movida pela motivação de ganhar dinheiro nessa história toda.

Mas a questão aqui é outra, pois só o fato de se ter certeza que o marido frequenta casas de prostituição já é o suficiente para criar coragem e sair desse casamento em prol da saúde tanto física quanto mental. Percebo que muitas mulheres se submetem a continuarem casadas por que separadas não teriam como sobreviver financeiramente.

Quer saber? A dor ensina a gemer e quando o sapato apertar a gente aprende a reagir e achar a solução. Nessa situação existem dois caminhos: Um é se acomodar e aguentar essa situação insustentável onde se tem a falsa impressão que se ama a pessoa e que não se pode viver sem ela. Sim, falsa, porque amar uma pessoa que não te respeita e te humilha é falta de amor inclusive de amor próprio. Se você amasse de verdade tentaria fazer com que ele te admirasse e recuperasse o que existia quando vocês se casaram, pois saberia que isso valeria a pena. Outra opção seria você criar coragem e terminar com essa história, sentar e conversar dizendo:
- Olha ou terminamos ou mudamos (sim os dois devem mudar a maneira de agir e já te digo que não é tarefa fácil).
Mas diante da tua “acomodação” percebo que você está perdida sem saber o que fazer e sabe porque? Porque tem medo. Medo de passar dificuldades sem o dinheiro dele mesmo que isso de certa forma te traga felicidade. Medo do que os outros vão pensar ou dizer. Medo de enfrentar o ódio e a revolta dele quando perceber que perdeu a esposa que o espera enquanto ele se diverte por aí com vagabundas.

Se você quer saber a minha opinião, aqui está ela:
Quando não se tem independência financeira o outro que sustenta a casa pensa que é dono da gente e por isso pode fazer o que quiser que estará "no direito", pelo menos ele sente assim. Então minha querida, pegue o teu currículo, coloque uma roupa sóbria, uma maquiagem leve, empina o teu nariz pra cima, murcha a barriga e VÁ A LUTA! Distribua currículos por todos os lados da cidade e se não conseguir nada comece a se perguntar o que te dá muito prazer de fazer e faça. Seja o que for, vale até artesanato, só até você conseguir o emprego dos seus sonhos. Mas TENHA O TEU DINHEIRO e NÃO ABRA MÃO DISSO. Não vale virar prostituta também né? Tá, to brincando.

Ainda bem que você não tem filhos AINDA, porque o que você vai tentar fazer é tentar resgatar a admiração do teu marido que no início pode ser contra a tua independência pois para ele deve estar bom "mandar" em ti. Os Homens só nos respeitam quando sabem que não dependemos deles e que se estamos com eles é só por amor, se isso acabar damos um belo chute em suas bundas e eles ficam no chão, pois são muito mais dependentes emocionalmente do que nós.

REAJA! Pense em primeiro lugar em você. Para cada ser que existe na face da Terra a pessoa mais importante do mundo é ela mesma. Se eu estiver bem, poderei deixar os outros bem. Se eu estiver bem poderei fazer de tudo para que meu filho esteja bem, meus pais, etc... A pessoa mais importante do mundo pra mim sou eu e pra você tem que ser você. Ninguém é insubstituível e a vida não vem com manual de instruções. O que norteia a gente para o que se deve ser feito é nossa sensação de felicidade. Se você não está feliz, procure imediatamente encontrar onde estão os seus momentos de felicidade e mãos-à-obra.

A inércia nessas horas pode parecer uma “zona de conforto”, mas na verdade é o tempo que se perde de ser feliz. É preciso ter coragem para colocar um ponto final, sofrer, chorar, se escabelar por alguns dias, viver a fase de transição respirando fundo e se enchendo de coragem para renovar-se e começar de novo. É a tua vida que está em jogo. E ela é a coisa que mais deve ser valorizada por você.

Obrigada por escrever e espero ter te ajudado. Seja SEMPRE feliz!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Amor pelos animais


Vamos falar de amor. Mas um amor diferente. Um amor por algo que não sabe falar a nossa língua, mas nos entende pelo olhar. Um amor que não pede nada em troca e proporciona uma transmissão de carinho que talvez muita gente não consiga dar. O amor que um animal de estimação transmite para quem o tem e que só é entendido por quem sabe o que é isso.
Talvez para muitos seja algo nojento, que atrapalhe, que dá trabalho... Sim... Dá vontade de matar quando ele faz xixi no canto da sala ou quando inventa de fugir atrás de um rotweiller na tentativa de te matar do coração. Sim, dá vontade de dizer que nunca mais quer saber de cachorro, quando ele inventa de precisar de uma cirurgia e você corre por vários hospitais veterinários com ele no colo triste, sentindo dor, e você descobre o tamanho da sua impotência diante de uma pata quebrada. Dá vontade de esganar, quando ele resolve se sujar na lama quando recém saiu do petshop perfumado e escovado. Mas dá muito mais vontade de brincar, passar a mão, sair para passear, aceitar aquele olhar pidão quando você está comendo uma bolacha, se render quando ele levanta as 4 patinhas pra cima como se estivesse pedindo desculpas quando estamos zangados. Vontade de chorar muitas vezes quando estamos tristes e ele se encosta do lado de nossas pernas e vira a cabeça para o lado olhando em nossos olhos como se estivesse perguntando:
- O que foi? Você está triste? Posso te alegrar?
É por esse amor que sinto pelo meu animalzinho de estimação que aceitei contribuir mensalmente com o Clube do Cão, que ajuda centenas de cãezinhos, gatinhos e cavalinhos abandonados e que precisa e muito da nossa ajuda.
Ajude você também. Qualquer quantia, R$ 5, R$10, o que você puder contribuir por mês. O seu pouquinho vai virar um montão quando unirmos nossas forças e juntos formarmos uma enorme corrente do bem.
Envie seu nome com endereço para receber o boleto e o valor que pode contribuir para o e-mail esconderijodarenata.blogspot.com. O Clube do Cão agradece sua contribuição e a gente de alguma forma pode ajudar num trabalho muito bacana que eles realizam por lá. Além disso, se você tiver interesse em adotar algum bichinho, basta me avisar que eu aviso a Laurinha e a gente dá um jeito nisso.

Eu acredito no amor pelos animais. Eu acredito no amor pelas pessoas e o quanto podemos nos ajudar muitas vezes com muito pouco. Eu acredito na força da solidariedade. Ninguém vai ficar mais pobre por ajudar com um pouquinho e em contrapartida vai se sentir muito bem por saber que o seu pouquinho está fazendo a diferença para fazer o bem. Aguardo teu e-mail hein?

Um dia, quando eu estiver num nível espiritual mais evoluído, prometo virar vegetariana como minha mãe, minha irmã e minha tia a favor dos animais maiores tipo vaca, boi e ovelha. Mas isso é outro papo. Eu adoro uma vaquinha... Mas bem passada por favor. Tadinha!! Por enquanto vou começar mais leve para compensar minha adoração por churrasco e pelo filé do Guto contribuindo com o Clube do cão mesmo...

Laura, parabéns pelo teu trabalho! A gente nem percebe o quanto deve ser difícil sustentar toda essa estrutura. Obrigada por me pedir ajuda, assim abri meus olhos para o óbvio e percebi que não adianta admirar, é preciso ajudar e fazer parte de projetos assim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Brasília

Perguntei na recepção do hotel se havia alguma empresa que realizasse city tour porque eu só conhecia Brasília pela TV e queria ver de perto "aquelas cosa tudo", então uma van chiquetérrima veio me buscar com um grupo de quatro pessoas junto. Foi legal. Fiz quatro novas amizades, seis juntando com o guia e o motorista. Trocamos e-mail, foi uma festa! 2 horas de passeio e eles viraram meus amigos de infância.

Quando chegamos na "casa do Lula" tinha um cara vestido com um uniforme muito escroto do exército ou sei lá o quê e um espanador na cabeça, o coitado é proibido de rir... Não me aguentei, imitei o prateado do pânico, aquele tosco que pega os seguranças sérios e começa a falar com uma voz escrota:
- Tu não podes rir é????? Tadinho, dá um sorrizinho pra mim, dá?????? Cê tá sério é?????
E o cara beeeeeeeeeeeeeeeem sério. Chegava estar vermelho, tadinho. Tirei uma foto com ele, bem faceira.

Depois tinha que jogar uma moeda no laguinho na frente do Palácio da Alvorada e fazer três pedidos, então tirei uma foto mostrando a moeda, o laguinho, as carpas e ao fundo a "casa do Lula", praticamente uma obra de arte. Depois fiz um filminho mostrando o ritual. Enquanto falava sozinha para a câmera, o guia dava risada de longe imaginando que eu deveria ter fumado "algo" ou tomado uns "memedinhos" por ser tão idiota.
Duas horas de Brasília valeu a semana toda. O Chato é viajar sozinha. Ter que tirar fotos e almoçar sozinha... Odeio isso! Nem peguei sobremesa para sair correndo do restaurante de uma vez. A gente fica com cara de quem não sabe pra onde olhar, olha para a decoração do lugar, olha com cara de desconfiada para a geléia de cebola assada, olha para o cabelo de algum punk executivo de terno e gravata que chama atenção pelo contraste e finge não olhar quando estão olhando pra bunda da gente quando estamos nos servindo no buffet.

Os dias estavam nublados e choveu em vários momentos. Ainda bem, porque me disseram que a gente não podia respirar direito na secura do ambiente... Eu respirei que é uma beleza. Em certos momentos piscava “os zóio” mais demoradamente sentindo certo ressecamento das “aguinha” que lubrifica o coitado, mas acho que era de tanto ar condicionado ligado.

Enfim, aproveitei. Saí para jantar com novas e velhas amigas. Sim, conheci pessoalmente a Régia, minha leitora querida que há dois anos me acompanha, ela me apresentou suas amigas que agora são minhas com muito gosto, pois são todas umas queridas e extremamente divertidas. Além disso, saí com a Lu, a Lizi e os “Joões” que me presentearam com uma noite agradável recheada de risadas.

Viajar faz bem. Renova a alma. Nos enche de idéias, nos faz “trocar de pele”. Nossos pulmões se enchem de ar diferente e nossa cabeça absorve novas possibilidades. Mudamos a maneira de ver as coisas e a maneira de percebê-las. Testamos nossa capacidade de independência e vencemos muitos medos. Enfrentamos o desconhecido e nos divertimos ao mesmo tempo. Aumentamos nossa rede de contatos fortalecendo relações.

Quanto mais viajo, mais percebo que deveria viajar muito mais. Não é só uma simples viagem, mas pedaços de vida preenchidos com qualidade que no decorrer dos anos se apresentam em formato de fotografias formando a história da nossa existência.

E agora, para concluir esse texto sobre viagem à Capital do Brasil, vamos cantar o hino nacional, mas com a letra certa e não como a Vanusa, por favor.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aniversário do meu pai

Talvez ele não saiba o tamanho da importância dele em minha vida. Talvez eu não expresse o quanto me orgulho de ser sua filha. Talvez eu diga muito menos EU TE AMO do que deveria, porque imagino estar subentendido.

Meu pai é um homem admirável, honesto, de fibra. Muitas vezes pavio curto principalmente quando se depara com gente desonesta e incompetente. Não mede palavras. Talvez seja um defeito. Mas é isso que o torna de certa forma especial. Essa intolerância com gente sem caráter, tanto para algo grave como uma corrupção, quanto para gestos mais simples como furar fila em supermercado. De certa forma muito me orgulha ser filha de um homem que não tolera isso e explode fácil por não aceitar o que não é certo.

As lembranças que tenho da infância são as melhores possíveis. De um pai presente, que desenhava sapata com tinta no chão do pátio para que eu pudesse brincar sem fazer sujeiras com giz. Minha sapata era famosa, pois era a única cujo pai se submeteu a estragar a lajota com tinta para realizar o desejo da filha. Lembro dos acampamentos, com uma infra-estrutura de respeito, de fazer inveja à muito escoteiro por aí. Lembro de colocar os pés no meio das pernas dele para esquentar no inverno quando pedia para dormir “no meínho”. As noites que ele ia para cozinha inventar sanduíches especiais e "alaminutas" enlouquecendo minha mãe pela bagunça na cozinha. O prazer de escutar valsa e bolero no último volume lavando o carro. Aliás, devo a ele minha paixão pela valsa, pelo tango e pelos ritmos que geralmente "gente jovem" não gosta.
Na adolescência, batia de frente com ele e ignorava completamente os "nãos" que recebia. Depois de uns 800 "nãos", lembro como se fosse hoje da "irresponsabilidade" de me dar uma moto agrale tchau de presente e entrar com ela na garagem dando risada como se o presente fosse pra ele. Eu era praticamente uma criança que mal havia largado as "barbies" e voava naquela moto adorando o cheiro de óleo diesel que tinha nos cabelos. Sabia que era perigoso, ele sabia também, mas no fundo também sabia que poderia confiar em mim.
Meu pai é aquela pessoa que posso contar. Aquele amigo. Aquele ombro. Aquele espelho de conduta. Aquele que briga, esperneia, reclama e promete nunca mais falar com a gente caso seja contrariado, mas que sempre volta atrás quando atingem seu coração, que é repleto de amor e solidariedade.

Talvez ele pense que ninguém vê tudo que ele faz pelos outros. Talvez ele pense que ninguém reconhece seu esforço e que ninguém se importa com os sacrifícios que faz para ajudar todo mundo à sua volta. Todos estão tão acostumados à chamar o Buca em caso de aperto que até esquecemos de parar tudo e agradecer por todo o amor com que se dispõe a fazer as coisas.

Eu sei que meu blog te arrepia, véio, mas o texto de hoje é pra ti e foi escrito com os olhos do meu coração. A filha rebelde que roubava teu carro de madrugada com 14 anos, que sempre te contrariava e que escreve absurdos nessa tal de internet, TE AMA com todo o amor que é possível de uma filha sentir pelo seu pai. E mais do que isso, te respeita, te admira e muito se orgulha de dizer que é tua filha. Que Deus permita te dar muitos anos de vida para que eu possa compartilhar infinitos momentos ao teu lado. Tenha um FELIZ ANIVERSÁRIO e seja sempre feliz!

domingo, 1 de novembro de 2009

Renata Poeta


Amor
Palavra que dá o que fazer
Felicidade, alegria e prazer
Flutuar e não sentir o chão

Sentimento, sonho, paixão,
Vontade de estar sempre perto,
Ignorar o que é certo
Sentir aperto no coração

Sentir arrepio na espinha
saber que a música é só minha
quando escuto uma canção
Quando pensas que estás distante
Será só por um instante
Meu alívio, meu calmante,
Dentro do meu coração

EM minha pele teu calor
EM minha boca teu sabor
Não é sexo, é fazer amor

Pode ser que em algum dia
Só nos sobre nostalgia
Sentimento que podia
Ser melhor a cada dia

Pode ser que eu me renda
Sei não queres que me prenda
Me apóie, me defenda
Não me encare como lenda

Sei. não podes me levar
Sei. não queres me deixar
Sei viver sem te esperar
Enquanto saudade não matar

O que quer que aconteça
Me alegre ou me entristeça
Sou mais forte quando sei que posso amar

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mal entendidos


A comunicação entre as pessoas é uma coisa fantástica. Uma mesma palavra pode ter vários significados. Quando mistura a palavra em inglês com a pronúncia parecida com português a coisa complica de vez.

Veja a conversa de msn que recebi do meu colega Marcel:

Marcel diz:
realiza a cena
eu no computador
trabalhando
concentrado
e uma colega falando alto no meu ouvido
"É NO COOL NÉ MARCEL ?????"
"É NO COOL ??"
com o controle do ar condicionado na mão

Marcel diz:
aHUIAHiuahaiuHAIUa
até me assustei

E eu adorei! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Excesso de sinceridade


Meu filho e eu conversando no banho:
- Mamãe, tu viu que tu tá diminuindo de tamanho?
- Não é que eu esteja diminuindo meu amor, tu que está crescendo...
- Ah! Entendi... Então tu tá engordecendo né mãe?
E ali fiquei eu terminando de passar shampoo nos cabelos e pensando numa resposta...
Melhor ir correndo para uma academia.

domingo, 25 de outubro de 2009

À pedido da Verônica

Se qualquer porcaria pode virar um bruta sucesso como "Eguinha pocotó" e “Dança da motinha as popozuda entra na linha” então podemos dizer que qualquer arigó pode criar um samba com meia dúzia de palavras, já perceberam? Como hoje estou inspirada acabei de compor algo mais ou menos assim:


Carrego comigo idéias e sonhos,
Amor e resultados em tudo que proponho,

Carrego sorriso em tudo que faço,
Autêntica, extrovertida, com jeito palhaço

Movimento, cor, arrepio, paixão,
Sempre movida pelo coração

Atitude, medo, coragem, sentimento,
Mudo a rota toda hora dependendo do momento

Sou forte, sou norte, sou pequena, sou grande
Sou aquela que valoriza o que é importante

Comecei de brincadeira digitar esse verso
E agora não sei mais concluir esse treco

Quanto mais digito isso mais eu quero ver o fim
Acontece que versinho não foi feito pra mim

Debochada, desbocada, esculachada e danada
Mas com tudo eu sei no fundo muito bem educada

Se alguém faz sucesso com a “dança da motinha”
Pode ser que eu alguém goste dessa rima só minha

Eu não sei mais pelo visto só sei escrever crônicas
Vou parando por aqui à pedido da Verônica.
Lalalalalalalalalalalalaalalalalalalalalalalalalalala
À pedido da Verônica...


Viram como qualquer m... pode virar samba? Basta acrescentar um pandeiro, um tambor e bom humor. Simples assim.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mulheres JBB

Eu simplesmente adoro o que a Flávia Coradini do blog bacanérrimo.blogspot.com escreve e acabo adotando as invenções dela. Esses dias estava passando na rua e me deparei com uma autêntica mulher JBB. São as mulheres que se parecem com aquele tio ou vizinho meio grisalho e sem barba. Ele não é calvo e geralmente usa óculos. Tem uma papadinha de leve e uma pele que já não tem mais aquele frescor da juventude, mas não é veeeelho. Visualizou? Então, são as mulheres Joelmir Beting de Brinco (JBB).

Observem esse trecho "Não. As preferências sexuais destas senhoras não têm nada a ver com isso. Posso apostar que elas não são lésbicas. Para falar a verdade, acho que nem vida sexual elas têm, quem dirá preferências. Mulheres Joelmir Beting de Brinco não parecem homens intencionalmente, mas porque não têm tempo para elas mesmas. Apenas para a família”

Fico pensando nas mulheres sem vaidade, que não estão com a depilação em dia, com as unhas detonadas, que não passam um batonzinho na boca, um rimelzinho nos cílios. Isso nada tem a ver com dinheiro e sim com auto-estima. Podemos fazer tudo isso em casa, gastando bem pouquinho.

A imagem que transmitimos para os outros fala muito de nós. A posição da coluna, a maneira de caminhar, o tom da voz para defender uma idéia, a maneira de olhar. Se existem ferramentas para tornar as mulheres mais bonitas porque não usar? Quem não gosta de se sentir mais bela? Que mal há nisso?

Bueno, diante disso, decidi que deveria escrever para todas as leitoras que observem bem como anda o grau da sua falta de tempo de se arrumar não só para os outros mas para si, pois mil vezes ser chamada de perua fútil do que ser comparada com uma autêntica JBB.

sábado, 17 de outubro de 2009

Caminhos da vida


Em certos momentos da vida não ponderamos nossas atitudes. Simplesmente agimos com o impulso do coração. Podemos nos arrebentar lá na frente na medida em que aceleramos, mas a sensação de liberdade e de descobrir o que existe numa determinada estrada, nos impulsiona e nos leva sem rumo a algum lugar em que podemos ficar maravilhados com a paisagem e nos perguntar:
-Mas como é que eu nunca me dei conta de andar por aqui antes?

E que lugar é esse? Não se sabe. O prazer de sentir a brisa no rosto e o sol penetrando pelos poros durante a viagem, nos faz seguir em frente sem nenhuma vontade de olhar pra trás.

E assim levamos a vida, podendo escolher caminhos, mudando o trajeto de repente, assim do nada, sem planejamento, sem cobranças, sem culpas. Acelerando, freando ou estacionando em algum ponto.

Quer saber? Prefiro acelerar e ao som de “I Feel Good”.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sorriso fora de hora

Você já se pegou rindo sozinho, pensando looooooonge enquanto alguém está conversando seriamente com você? Então você tenta ficar sério, respira fundo, morde os lábios e faz olhar de mormaço, sabe? Aquele olhar de quem é míope como se estivesse com sol no rosto, inclina a cabeça pra frente e faz que está prestando atenção no vivente a sua frente. Mas seus pensamentos estão looooonge, muito loooooooooonge, lá looooooooonge, 264km de distância aproximadamente, logo depois da ponte do Guaíba.

Então as pessoas perguntam:
- O que foi?

E você responde:
- O que?

- O que foi que você está rindo pô! Tô te contando que meu cachorro passou mal essa noite e morreu nos meus braços e tu fica aí rindo com esse olhar de míope pra cima de mim como se fosse algo bom?

E você percebe que não escutou uma só palavra e que só escuta o que está afim de escutar, principalmente se estiver pensando em coisas melhores que te traga um sorriso no canto da boca e que ele seja difícil de ser retirado. Ai, ai... Que coisa não?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu tenho medo da bruxa do 71

Sim, ela existe. Tem cara de bruxa, jeito de bruxa e mau-humor de bruxa. Ela é vampira. Ela suga a energia de todos a sua volta e contamina o ambiente. Ela te olha com cara de nojo e tem cara de quem não suporta ver o próprio reflexo no espelho, aliás, com razão.
Ela manipula quem ama e isola do resto da população com medo que alguém consiga estragar seu campo de manipulação. Ela é negativa. Ela é cinza, sem cor, sem entusiasmo, sem amor no coração. Ela pensa que tem amor pelas pessoas, mas ela não tem amor nem por si mesma.

Ela pensa que alguém se importa com o que ela pensa, quando na verdade todos se apavoram com seu pessimismo e amargura. Como boa vampira que é, ela repele as pessoas com energia boa porque não suporta ver os outros brilharem.

Tudo é feio, tudo é pequeno, tudo é infinitamente hostil ao seu redor. Se fosse desenho animado sairiam aquelas cobrinhas e caverinhas de sua boca na historinha toda. Ela pra sempre será lembrada como aquela pessoa negativa e infeliz que só o que soube fazer na vida foi plantar sementes podres e deixar na lembrança dos outros sua cara de bruxa malvada que saiu direto das histórias da Branca de Neve para entregar maçãs envenenadas por aí. Diga-se de passagem, com o veneno do próprio dente.

Você conhece gente assim? Eu conheço uma. Uma pessoa que é exatamente assim e o que mais me chama atenção é ver que ela não tem remédio. Está no DNA. Faz parte da sua natureza e o que podemos fazer é simplesmente se afastar e olhar com pena por saber que ela não tem o prazer de dar uma boa gargalhada da vida e por não lembrar de quando foi a última vez que conseguiu dormir sorrindo com paz e amor no coração.
“E-e... Ela não é de nada... Oiá... Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pioooooooor
E-e... Ela não é de nada oiá... Essa cara amarrada é só, um jeito de viver nesse mundo de mágoas”

No lado esquerdo do meu peito

Algumas pessoas tem a capacidade de nos presentear com palavras doces nos momentos que mais precisamos. Elas não precisam estar perto fisicamente e por incrível que pareça conseguem estar mais perto que nossos próprios cônjuges com quem dividimos uma cama todos os dias, por exemplo.
Algumas pessoas conseguem ser tão especiais pelos gestos, pela maneira de olhar, pelo carinho das palavras, pela gentileza, pela sensibilidade de saber respeitar o momento de cada um. Saber abraçar, confortar, estar presente de alguma forma mesmo que esteja em outro país.
A Ana, a Lu, a Lizi, a Renatinha, a Flavinha, a Gegé, a Fernandinha, blogueiras queridas que conseguem se encaixar perfeitamente nessa descrição. Elas me sacodem, me colocam pra cima, me enchem a alma de alegria. E nesses links tem mais um pedacinho que vai preenchendo um quebra-cabeça que um dia vai formar a imagem de uma grande amizade.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que sou

Sim, contrario regras
Em certas horas não sei o que sou
Sou movida à sentimentos
Sou norte, sou vento
Sou momento...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Juntos sim. Grudados jamais.

É incrível como algumas pessoas se anulam depois que casam. Perdem a noção e o senso do ridículo muitas vezes. Deixam de estudar, abandonam seus empregos, abdicando de sua independência financeira. Sentem como se os cônjuges fossem propriedade particular, um objeto, algo feito para exibir por aí como um troféu ou pior, uma bengala, alguém em quem se apoiar para sobreviver.

Num casamento, devemos servir de apoio sim, mas fortalecendo o outro. Devemos ter o nosso próprio espaço, o nosso próprio tempo. Fazendo do outro um companheiro agradável para nos acompanhar durante o nosso caminho, aquele que vai deixar tudo mais colorido, mais florido, mais alegre. O que não quer dizer que tenho que alterar a rota traçada por causa disso.

As fraquezas nunca vão deixar de aparecer, pois independente de qualquer coisa somos humanos e estamos suscetíveis a carências, a intolerância, a inseguranças entre outras coisas. O que devemos observar é o quanto pequenas atitudes chatas pesam na balança da relação, pois de repente está pesando muito mais para um lado do que para o outro e a situação fica insuportável. Devemos procurar o equilíbrio. E ele está lá, dentro de nós. Mas só será atingido depois daquela conversa franca num momento de insônia a dois.

O casal não precisa ficar grudado o tempo inteiro, cada um tem sua vida e suas preferências. A frase que falamos na igreja diante do padre deve ser alterada para “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te enquanto a minha paciência achar que é conveniente”. Daí sim, podemos entender melhor a situação que nos espera diante do altar.

Nessa vida ninguém é de ninguém e podemos escolher quem realmente vale à pena. Com amor, afeto e respeito à individualidade. Pena que nem todo mundo pensa assim. Prefere viver infelizes para sempre até que a morte os separe. A vida é muita curta para escutar música ruim e ficar grudado em gente assim. Pelo menos é o que eu acho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mulheres

Estava aqui pensando: Porque será que nós mulheres somos tão complexas? Porque será que nos perguntamos a todo o momento se devemos nos dedicar a vida profissional ou familiar? Sim, eu sei que há um ponto de equilíbrio e que dá para fazer tranquilamente (nem tanto) as duas coisas, mas me mostra esse ponto de equilíbrio "fazfavor"? Devemos fazer mais um curso de aperfeiçoamento para nos destacar em alguma coisa ou entrar na academia para não se acostumar com a barriga em destaque?

Porque é tão difícil estar satisfeita? Porque passamos horas no cabeleireiro para alisar as madeixas e nos sentimos felizes por isso? Porque um dia inteiro na estética nos deixa com uma sensação de mulher poderosa e em dias de TPM sentimos como se fôssemos a “ogra” mais tribufu do Universo?

Porque é tão difícil amar e ser amada sem neuras, sem dúvidas, sem excessos, sem medos? Porque não nos permitimos sentir calafrios de emoção, mudando tudo de lugar quando tudo está tão morno e sem sal? Nos contentamos com o óbvio, com o trivial, com o mais ou menos, com a rotina... Demoramos séculos para sair da inércia e tomarmos alguma atitude que nos faça viver intensamente e sentir uma explosão de felicidade dentro do peito. E porque essa tal felicidade não chega e se abanca de mala e cuia dentro da gente pra nunca mais ir embora, hein?

Tudo tão corrido, tantos afazeres, trabalho, reuniões na escola do filho, supermercado para fazer, contas a pagar, dietas, pendências, cobranças... Muitas vezes não dos outros, mas cobramos resultados de nós mesmos. Queremos algo e não fazemos nada para que esse algo aconteça, ou pelo menos demoramos a fazer. Porque é que tem que ser assim?

Conheço mulheres que detestam a hipótese de terem filhos, conheço as que sonham em um dia conseguirem ser mães. Conheço neuróticas que perseguem seus maridos e esquecem de viver a própria vida. Conheço as que se anulam e as que se destacam. Analiso a mim e a elas e chego à conclusão que com tantas diferenças somos todas iguais de certa forma. O que muda são os medos e as preferências, mas no resto somos todas iguais, pois sentimos insegurança, dúvidas, frustrações, ódio da balança, cólicas menstruais e sensações de alegria por comprar um simples sapato novo.

Independente da idade, raça, credo e religião somos mulheres. O sexo frágil que é fortalecido ao poucos pelo sofrimento, pela busca e pela necessidade de querer ser sempre feliz.

domingo, 13 de setembro de 2009

Viciados em Internet

Sim irmãos, estou curada!!! Admito que passei da conta e me viciei em internet e principalmente em me esconder por aqui. Pirei o cabeção, perdi a noção, contei a vida diariamente a ponto de pessoas completamente estranhas me encontrarem na fila do banco e perguntarem detalhes da minha vida que nem eu mesma estava sabendo ainda. É, perdi a linha. Porém, depois de um período de abstinência me curei e agora o efeito é contrário, mal visito meu próprio blog. Dá para acreditar?

Mas encontrei Jesus, encontrei Jesus, encontrei Jesus... Sim, encontrei, é o fiscal que conversa comigo seguido lá no meu trabalho que se chama Jesus e depois disso sou outra pessoa. Coincidência ou não o fato é que olhando para trás percebo que podemos estar passando da conta sem perceber e com isso perdendo momentos preciosos de convívio familiar ou algo assim.

Pior do que isso são os viciados em twitter que sem saber o que escrever num curto espaço e completamente viciados em narrar tudo que acontece perdem a linha e colocam até fotos da calcinha menstruada dizendo: Menstruei. Totalmente sem noção ou então algo como o senador Aloizio Mercadante que anunciou em seu twitter a hora que renunciaria em caráter irrevogável à liderança do PT, em protesto contra o arquivamento das denúncias contra José Sarney e no dia seguinte mudou de idéia. Viciadão mesmo tá o Luciano Huck que sorteia prêmios no twitter para estimular as pessoas a serem seus fiéis seguidores.

Saindo do twitter e entrando em msn e blogs da vida, que tal os jogadores de futebol que caíram na conversa de Felina, a personagem virtual que atrai gente famosa para conversas eróticas e depois joga tudo em seu blog. Parece até que é homem se fazendo passar por uma loira gostosona através de um software que ele mesmo criou. Já imaginaram a cara do Luxemburgo sabendo que o Brasil inteiro sabe que ele transou virtualmente com um cara que tava tirando o maior sarro da cara dele se fazendo passar por uma mulher?

E a Íris Stefanelli, ex-BBB, lembram dela? Pois então, li por aí que ela inventou uma festa surpresa para ela mesma e colocou as fotos em seu blog, depois todo mundo acessava para debochar da cara dela.

E o Lucas Lima que em plena lua de mel com a Sandy fez atualizações diárias em seu blog e aproveitou ate para indicar livros, eu hein? Que coisa mais sem sal. Eu não cheguei a esse extremo. Juro! Me sinto até um pouco aliviada por ter encontrado Jesus e estar curada. Mas sabe como é, quem foi viciado nunca consegue ficar totalmente longe do vício e é delicioso dar umas escapadinhas por aqui de vez em quando. Fazer o quê? Sou fissurada em vocês. Fissura!Fissura! Garçom, cicuta por favor!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sorria, você está na Bahia

Lá estava eu no Pelourinho ao som do Olodum quando de repente pela milhonésima vez aparece um vivente querendo me "socar" colarzinhos... Nós gaúchos somos muito educados e não conseguimos fazer aquelas caras de cheios e empinar o nariz olhando com cara de nojo para o lado... Nãnãnãnãnã... A gente tem sempre que inventar uma desculpinha do tipo:
- Bah! Acabei de comprar de outra pessoa senão comprava de ti...
Ou então:
- Bah guri! Só tenho cartão de crédito, tu aceitas?

Enfim, ficamos alguns minutos na difícil tarefa de não magoar um vendedor chato dos infernos que quer socar fitinha do nosso Senhor do Bonfim até dentro da nossa orelha se der... Mas aprendi uma lição, quando alguém vier pedir algo, você olha com os olhos arregalados para o vivente e pede (quase implora) por um real para uma pobre turista comprar mais cerveja. Fiz isso e funcionou. Sacodia a camiseta do vivente pedindo dinheiro e ele acabava ficando sem jeito e fugindo de mim. Lá pelas tantas, eu fiquei com pena e disse:

- Tu poderias tirar uma foto comigo para selar a nossa amizade?

Ele aceitou. Porém mais dois amigos ficaram com ciúmes e vieram correndo tirar mais uma foto.

Isso deve ter uma explicação científica, pois misteriosamente o Pelourinho inteiro desceu a ladeira para tirar foto e quando menos percebi lá estava eu parecendo a Ivete Sangalo e seus bailarinos em pleno Pelourinho tomando conta da situação.

U-hu! Eu adoro causar! Oigaletê gaúcha véia... Tô mais fiasquenta que a Vanusa cantando o hino nacional... Já viu isso no youtube? Se não viu, vai correndo ver para complementar as tosquices que você viu no dia de hoje depois de passar por aqui.


Não sei você, mas eu simplesmente a-do-rei. Para mim essas foram as melhores fotos porque refletem exatamente a alegria que contagia quando se está na Bahia.