domingo, 1 de novembro de 2009

Renata Poeta


Amor
Palavra que dá o que fazer
Felicidade, alegria e prazer
Flutuar e não sentir o chão

Sentimento, sonho, paixão,
Vontade de estar sempre perto,
Ignorar o que é certo
Sentir aperto no coração

Sentir arrepio na espinha
saber que a música é só minha
quando escuto uma canção
Quando pensas que estás distante
Será só por um instante
Meu alívio, meu calmante,
Dentro do meu coração

EM minha pele teu calor
EM minha boca teu sabor
Não é sexo, é fazer amor

Pode ser que em algum dia
Só nos sobre nostalgia
Sentimento que podia
Ser melhor a cada dia

Pode ser que eu me renda
Sei não queres que me prenda
Me apóie, me defenda
Não me encare como lenda

Sei. não podes me levar
Sei. não queres me deixar
Sei viver sem te esperar
Enquanto saudade não matar

O que quer que aconteça
Me alegre ou me entristeça
Sou mais forte quando sei que posso amar

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mal entendidos


A comunicação entre as pessoas é uma coisa fantástica. Uma mesma palavra pode ter vários significados. Quando mistura a palavra em inglês com a pronúncia parecida com português a coisa complica de vez.

Veja a conversa de msn que recebi do meu colega Marcel:

Marcel diz:
realiza a cena
eu no computador
trabalhando
concentrado
e uma colega falando alto no meu ouvido
"É NO COOL NÉ MARCEL ?????"
"É NO COOL ??"
com o controle do ar condicionado na mão

Marcel diz:
aHUIAHiuahaiuHAIUa
até me assustei

E eu adorei! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Excesso de sinceridade


Meu filho e eu conversando no banho:
- Mamãe, tu viu que tu tá diminuindo de tamanho?
- Não é que eu esteja diminuindo meu amor, tu que está crescendo...
- Ah! Entendi... Então tu tá engordecendo né mãe?
E ali fiquei eu terminando de passar shampoo nos cabelos e pensando numa resposta...
Melhor ir correndo para uma academia.

domingo, 25 de outubro de 2009

À pedido da Verônica

Se qualquer porcaria pode virar um bruta sucesso como "Eguinha pocotó" e “Dança da motinha as popozuda entra na linha” então podemos dizer que qualquer arigó pode criar um samba com meia dúzia de palavras, já perceberam? Como hoje estou inspirada acabei de compor algo mais ou menos assim:


Carrego comigo idéias e sonhos,
Amor e resultados em tudo que proponho,

Carrego sorriso em tudo que faço,
Autêntica, extrovertida, com jeito palhaço

Movimento, cor, arrepio, paixão,
Sempre movida pelo coração

Atitude, medo, coragem, sentimento,
Mudo a rota toda hora dependendo do momento

Sou forte, sou norte, sou pequena, sou grande
Sou aquela que valoriza o que é importante

Comecei de brincadeira digitar esse verso
E agora não sei mais concluir esse treco

Quanto mais digito isso mais eu quero ver o fim
Acontece que versinho não foi feito pra mim

Debochada, desbocada, esculachada e danada
Mas com tudo eu sei no fundo muito bem educada

Se alguém faz sucesso com a “dança da motinha”
Pode ser que eu alguém goste dessa rima só minha

Eu não sei mais pelo visto só sei escrever crônicas
Vou parando por aqui à pedido da Verônica.
Lalalalalalalalalalalalaalalalalalalalalalalalalalala
À pedido da Verônica...


Viram como qualquer m... pode virar samba? Basta acrescentar um pandeiro, um tambor e bom humor. Simples assim.

sábado, 24 de outubro de 2009

Mulheres JBB

Eu simplesmente adoro o que a Flávia Coradini do blog bacanérrimo.blogspot.com escreve e acabo adotando as invenções dela. Esses dias estava passando na rua e me deparei com uma autêntica mulher JBB. São as mulheres que se parecem com aquele tio ou vizinho meio grisalho e sem barba. Ele não é calvo e geralmente usa óculos. Tem uma papadinha de leve e uma pele que já não tem mais aquele frescor da juventude, mas não é veeeelho. Visualizou? Então, são as mulheres Joelmir Beting de Brinco (JBB).

Observem esse trecho "Não. As preferências sexuais destas senhoras não têm nada a ver com isso. Posso apostar que elas não são lésbicas. Para falar a verdade, acho que nem vida sexual elas têm, quem dirá preferências. Mulheres Joelmir Beting de Brinco não parecem homens intencionalmente, mas porque não têm tempo para elas mesmas. Apenas para a família”

Fico pensando nas mulheres sem vaidade, que não estão com a depilação em dia, com as unhas detonadas, que não passam um batonzinho na boca, um rimelzinho nos cílios. Isso nada tem a ver com dinheiro e sim com auto-estima. Podemos fazer tudo isso em casa, gastando bem pouquinho.

A imagem que transmitimos para os outros fala muito de nós. A posição da coluna, a maneira de caminhar, o tom da voz para defender uma idéia, a maneira de olhar. Se existem ferramentas para tornar as mulheres mais bonitas porque não usar? Quem não gosta de se sentir mais bela? Que mal há nisso?

Bueno, diante disso, decidi que deveria escrever para todas as leitoras que observem bem como anda o grau da sua falta de tempo de se arrumar não só para os outros mas para si, pois mil vezes ser chamada de perua fútil do que ser comparada com uma autêntica JBB.

sábado, 17 de outubro de 2009

Caminhos da vida


Em certos momentos da vida não ponderamos nossas atitudes. Simplesmente agimos com o impulso do coração. Podemos nos arrebentar lá na frente na medida em que aceleramos, mas a sensação de liberdade e de descobrir o que existe numa determinada estrada, nos impulsiona e nos leva sem rumo a algum lugar em que podemos ficar maravilhados com a paisagem e nos perguntar:
-Mas como é que eu nunca me dei conta de andar por aqui antes?

E que lugar é esse? Não se sabe. O prazer de sentir a brisa no rosto e o sol penetrando pelos poros durante a viagem, nos faz seguir em frente sem nenhuma vontade de olhar pra trás.

E assim levamos a vida, podendo escolher caminhos, mudando o trajeto de repente, assim do nada, sem planejamento, sem cobranças, sem culpas. Acelerando, freando ou estacionando em algum ponto.

Quer saber? Prefiro acelerar e ao som de “I Feel Good”.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sorriso fora de hora

Você já se pegou rindo sozinho, pensando looooooonge enquanto alguém está conversando seriamente com você? Então você tenta ficar sério, respira fundo, morde os lábios e faz olhar de mormaço, sabe? Aquele olhar de quem é míope como se estivesse com sol no rosto, inclina a cabeça pra frente e faz que está prestando atenção no vivente a sua frente. Mas seus pensamentos estão looooonge, muito loooooooooonge, lá looooooooonge, 264km de distância aproximadamente, logo depois da ponte do Guaíba.

Então as pessoas perguntam:
- O que foi?

E você responde:
- O que?

- O que foi que você está rindo pô! Tô te contando que meu cachorro passou mal essa noite e morreu nos meus braços e tu fica aí rindo com esse olhar de míope pra cima de mim como se fosse algo bom?

E você percebe que não escutou uma só palavra e que só escuta o que está afim de escutar, principalmente se estiver pensando em coisas melhores que te traga um sorriso no canto da boca e que ele seja difícil de ser retirado. Ai, ai... Que coisa não?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu tenho medo da bruxa do 71

Sim, ela existe. Tem cara de bruxa, jeito de bruxa e mau-humor de bruxa. Ela é vampira. Ela suga a energia de todos a sua volta e contamina o ambiente. Ela te olha com cara de nojo e tem cara de quem não suporta ver o próprio reflexo no espelho, aliás, com razão.
Ela manipula quem ama e isola do resto da população com medo que alguém consiga estragar seu campo de manipulação. Ela é negativa. Ela é cinza, sem cor, sem entusiasmo, sem amor no coração. Ela pensa que tem amor pelas pessoas, mas ela não tem amor nem por si mesma.

Ela pensa que alguém se importa com o que ela pensa, quando na verdade todos se apavoram com seu pessimismo e amargura. Como boa vampira que é, ela repele as pessoas com energia boa porque não suporta ver os outros brilharem.

Tudo é feio, tudo é pequeno, tudo é infinitamente hostil ao seu redor. Se fosse desenho animado sairiam aquelas cobrinhas e caverinhas de sua boca na historinha toda. Ela pra sempre será lembrada como aquela pessoa negativa e infeliz que só o que soube fazer na vida foi plantar sementes podres e deixar na lembrança dos outros sua cara de bruxa malvada que saiu direto das histórias da Branca de Neve para entregar maçãs envenenadas por aí. Diga-se de passagem, com o veneno do próprio dente.

Você conhece gente assim? Eu conheço uma. Uma pessoa que é exatamente assim e o que mais me chama atenção é ver que ela não tem remédio. Está no DNA. Faz parte da sua natureza e o que podemos fazer é simplesmente se afastar e olhar com pena por saber que ela não tem o prazer de dar uma boa gargalhada da vida e por não lembrar de quando foi a última vez que conseguiu dormir sorrindo com paz e amor no coração.
“E-e... Ela não é de nada... Oiá... Essa cara amarrada é só um jeito de viver na pioooooooor
E-e... Ela não é de nada oiá... Essa cara amarrada é só, um jeito de viver nesse mundo de mágoas”

No lado esquerdo do meu peito

Algumas pessoas tem a capacidade de nos presentear com palavras doces nos momentos que mais precisamos. Elas não precisam estar perto fisicamente e por incrível que pareça conseguem estar mais perto que nossos próprios cônjuges com quem dividimos uma cama todos os dias, por exemplo.
Algumas pessoas conseguem ser tão especiais pelos gestos, pela maneira de olhar, pelo carinho das palavras, pela gentileza, pela sensibilidade de saber respeitar o momento de cada um. Saber abraçar, confortar, estar presente de alguma forma mesmo que esteja em outro país.
A Ana, a Lu, a Lizi, a Renatinha, a Flavinha, a Gegé, a Fernandinha, blogueiras queridas que conseguem se encaixar perfeitamente nessa descrição. Elas me sacodem, me colocam pra cima, me enchem a alma de alegria. E nesses links tem mais um pedacinho que vai preenchendo um quebra-cabeça que um dia vai formar a imagem de uma grande amizade.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que sou

Sim, contrario regras
Em certas horas não sei o que sou
Sou movida à sentimentos
Sou norte, sou vento
Sou momento...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Juntos sim. Grudados jamais.

É incrível como algumas pessoas se anulam depois que casam. Perdem a noção e o senso do ridículo muitas vezes. Deixam de estudar, abandonam seus empregos, abdicando de sua independência financeira. Sentem como se os cônjuges fossem propriedade particular, um objeto, algo feito para exibir por aí como um troféu ou pior, uma bengala, alguém em quem se apoiar para sobreviver.

Num casamento, devemos servir de apoio sim, mas fortalecendo o outro. Devemos ter o nosso próprio espaço, o nosso próprio tempo. Fazendo do outro um companheiro agradável para nos acompanhar durante o nosso caminho, aquele que vai deixar tudo mais colorido, mais florido, mais alegre. O que não quer dizer que tenho que alterar a rota traçada por causa disso.

As fraquezas nunca vão deixar de aparecer, pois independente de qualquer coisa somos humanos e estamos suscetíveis a carências, a intolerância, a inseguranças entre outras coisas. O que devemos observar é o quanto pequenas atitudes chatas pesam na balança da relação, pois de repente está pesando muito mais para um lado do que para o outro e a situação fica insuportável. Devemos procurar o equilíbrio. E ele está lá, dentro de nós. Mas só será atingido depois daquela conversa franca num momento de insônia a dois.

O casal não precisa ficar grudado o tempo inteiro, cada um tem sua vida e suas preferências. A frase que falamos na igreja diante do padre deve ser alterada para “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te enquanto a minha paciência achar que é conveniente”. Daí sim, podemos entender melhor a situação que nos espera diante do altar.

Nessa vida ninguém é de ninguém e podemos escolher quem realmente vale à pena. Com amor, afeto e respeito à individualidade. Pena que nem todo mundo pensa assim. Prefere viver infelizes para sempre até que a morte os separe. A vida é muita curta para escutar música ruim e ficar grudado em gente assim. Pelo menos é o que eu acho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mulheres

Estava aqui pensando: Porque será que nós mulheres somos tão complexas? Porque será que nos perguntamos a todo o momento se devemos nos dedicar a vida profissional ou familiar? Sim, eu sei que há um ponto de equilíbrio e que dá para fazer tranquilamente (nem tanto) as duas coisas, mas me mostra esse ponto de equilíbrio "fazfavor"? Devemos fazer mais um curso de aperfeiçoamento para nos destacar em alguma coisa ou entrar na academia para não se acostumar com a barriga em destaque?

Porque é tão difícil estar satisfeita? Porque passamos horas no cabeleireiro para alisar as madeixas e nos sentimos felizes por isso? Porque um dia inteiro na estética nos deixa com uma sensação de mulher poderosa e em dias de TPM sentimos como se fôssemos a “ogra” mais tribufu do Universo?

Porque é tão difícil amar e ser amada sem neuras, sem dúvidas, sem excessos, sem medos? Porque não nos permitimos sentir calafrios de emoção, mudando tudo de lugar quando tudo está tão morno e sem sal? Nos contentamos com o óbvio, com o trivial, com o mais ou menos, com a rotina... Demoramos séculos para sair da inércia e tomarmos alguma atitude que nos faça viver intensamente e sentir uma explosão de felicidade dentro do peito. E porque essa tal felicidade não chega e se abanca de mala e cuia dentro da gente pra nunca mais ir embora, hein?

Tudo tão corrido, tantos afazeres, trabalho, reuniões na escola do filho, supermercado para fazer, contas a pagar, dietas, pendências, cobranças... Muitas vezes não dos outros, mas cobramos resultados de nós mesmos. Queremos algo e não fazemos nada para que esse algo aconteça, ou pelo menos demoramos a fazer. Porque é que tem que ser assim?

Conheço mulheres que detestam a hipótese de terem filhos, conheço as que sonham em um dia conseguirem ser mães. Conheço neuróticas que perseguem seus maridos e esquecem de viver a própria vida. Conheço as que se anulam e as que se destacam. Analiso a mim e a elas e chego à conclusão que com tantas diferenças somos todas iguais de certa forma. O que muda são os medos e as preferências, mas no resto somos todas iguais, pois sentimos insegurança, dúvidas, frustrações, ódio da balança, cólicas menstruais e sensações de alegria por comprar um simples sapato novo.

Independente da idade, raça, credo e religião somos mulheres. O sexo frágil que é fortalecido ao poucos pelo sofrimento, pela busca e pela necessidade de querer ser sempre feliz.

domingo, 13 de setembro de 2009

Viciados em Internet

Sim irmãos, estou curada!!! Admito que passei da conta e me viciei em internet e principalmente em me esconder por aqui. Pirei o cabeção, perdi a noção, contei a vida diariamente a ponto de pessoas completamente estranhas me encontrarem na fila do banco e perguntarem detalhes da minha vida que nem eu mesma estava sabendo ainda. É, perdi a linha. Porém, depois de um período de abstinência me curei e agora o efeito é contrário, mal visito meu próprio blog. Dá para acreditar?

Mas encontrei Jesus, encontrei Jesus, encontrei Jesus... Sim, encontrei, é o fiscal que conversa comigo seguido lá no meu trabalho que se chama Jesus e depois disso sou outra pessoa. Coincidência ou não o fato é que olhando para trás percebo que podemos estar passando da conta sem perceber e com isso perdendo momentos preciosos de convívio familiar ou algo assim.

Pior do que isso são os viciados em twitter que sem saber o que escrever num curto espaço e completamente viciados em narrar tudo que acontece perdem a linha e colocam até fotos da calcinha menstruada dizendo: Menstruei. Totalmente sem noção ou então algo como o senador Aloizio Mercadante que anunciou em seu twitter a hora que renunciaria em caráter irrevogável à liderança do PT, em protesto contra o arquivamento das denúncias contra José Sarney e no dia seguinte mudou de idéia. Viciadão mesmo tá o Luciano Huck que sorteia prêmios no twitter para estimular as pessoas a serem seus fiéis seguidores.

Saindo do twitter e entrando em msn e blogs da vida, que tal os jogadores de futebol que caíram na conversa de Felina, a personagem virtual que atrai gente famosa para conversas eróticas e depois joga tudo em seu blog. Parece até que é homem se fazendo passar por uma loira gostosona através de um software que ele mesmo criou. Já imaginaram a cara do Luxemburgo sabendo que o Brasil inteiro sabe que ele transou virtualmente com um cara que tava tirando o maior sarro da cara dele se fazendo passar por uma mulher?

E a Íris Stefanelli, ex-BBB, lembram dela? Pois então, li por aí que ela inventou uma festa surpresa para ela mesma e colocou as fotos em seu blog, depois todo mundo acessava para debochar da cara dela.

E o Lucas Lima que em plena lua de mel com a Sandy fez atualizações diárias em seu blog e aproveitou ate para indicar livros, eu hein? Que coisa mais sem sal. Eu não cheguei a esse extremo. Juro! Me sinto até um pouco aliviada por ter encontrado Jesus e estar curada. Mas sabe como é, quem foi viciado nunca consegue ficar totalmente longe do vício e é delicioso dar umas escapadinhas por aqui de vez em quando. Fazer o quê? Sou fissurada em vocês. Fissura!Fissura! Garçom, cicuta por favor!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sorria, você está na Bahia

Lá estava eu no Pelourinho ao som do Olodum quando de repente pela milhonésima vez aparece um vivente querendo me "socar" colarzinhos... Nós gaúchos somos muito educados e não conseguimos fazer aquelas caras de cheios e empinar o nariz olhando com cara de nojo para o lado... Nãnãnãnãnã... A gente tem sempre que inventar uma desculpinha do tipo:
- Bah! Acabei de comprar de outra pessoa senão comprava de ti...
Ou então:
- Bah guri! Só tenho cartão de crédito, tu aceitas?

Enfim, ficamos alguns minutos na difícil tarefa de não magoar um vendedor chato dos infernos que quer socar fitinha do nosso Senhor do Bonfim até dentro da nossa orelha se der... Mas aprendi uma lição, quando alguém vier pedir algo, você olha com os olhos arregalados para o vivente e pede (quase implora) por um real para uma pobre turista comprar mais cerveja. Fiz isso e funcionou. Sacodia a camiseta do vivente pedindo dinheiro e ele acabava ficando sem jeito e fugindo de mim. Lá pelas tantas, eu fiquei com pena e disse:

- Tu poderias tirar uma foto comigo para selar a nossa amizade?

Ele aceitou. Porém mais dois amigos ficaram com ciúmes e vieram correndo tirar mais uma foto.

Isso deve ter uma explicação científica, pois misteriosamente o Pelourinho inteiro desceu a ladeira para tirar foto e quando menos percebi lá estava eu parecendo a Ivete Sangalo e seus bailarinos em pleno Pelourinho tomando conta da situação.

U-hu! Eu adoro causar! Oigaletê gaúcha véia... Tô mais fiasquenta que a Vanusa cantando o hino nacional... Já viu isso no youtube? Se não viu, vai correndo ver para complementar as tosquices que você viu no dia de hoje depois de passar por aqui.


Não sei você, mas eu simplesmente a-do-rei. Para mim essas foram as melhores fotos porque refletem exatamente a alegria que contagia quando se está na Bahia.

sábado, 22 de agosto de 2009

Tensão pré-avião


Vocês não vão acreditar, mas acabei pegando o filme "Passageiros" para assistir que trata de um acidente de avião. Foi sem querer, eu juro. Peguei sem ler a sinopse porque um amigo disse que era bom.

Depois que o filme acabou e meu nariz estava completamente entupido de tanto chorar, percebi que não era a melhor hora para assistí-lo, já que estou prestes a entrar em um trocinho pesado pra caramba que voa lá no céu não sei como. Tarde demais. Agora a minha única vontade é deixar registrado aqui no blog minha despedida. Ó mundo cruel!

Tá bem! Tá bem! O universo diz sim para nossos pensamentos e estou me imaginando de volta escrevendo para vocês contando os micos da viagem (sim porque Renata + mala + confusão + tralhas + correria + cidade desconhecida = micos) porém após assistir o filme passou pela minha cabeça que posso estar escrevendo sem perceber que estou em outro plano astral. Só quem viu o filme vai entender o que estou dizendo.

De qualquer forma, só pra constar: Se acontecer alguma coisa comigo nessa viagem, quero que lembrem para sempre do meu sorriso. Nada mais.

Sejam sempre felizes!

P.S.: Não leiam a próxima frase:
Não vou contar que no final a mocinha morre. Vou contar apenas que ela sempre esteve morta. Pronto! Não precisa mais assistir. Uórrarrarrarrarrarra eu adoro estragar surpresas! Além do meu sorriso, quero que lembrem disso também. E bem feito, eu avisei que não era pra ler a próxima frase.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ommmmmmmmmm

Muitas vezes não precisamos conhecer as pessoas profundamente para saber como elas são, mesmo porque às vezes valorizamos demais quem não tem valor algum.

Certas vezes guardamos com carinho caquinhos de vidro que um dia achávamos que poderia ser um belo diamante. Porém, há também aquela coisa de sexto sentido sabe? De você não olhar para o externo e sim para o interno da alma das pessoas.

Pois é só isso que tem valor nessa vida, já que tudo é efêmero. De nada adianta as cascas, as máscaras, o que envolve uma alma qualquer se a essência não tem valor algum.

O que realmente importa nessa vida são nossos valores e o que temos por dentro. O resto é simplesmente resto. Devemos lembrar sempre do provérbio que diz: "Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje."

Sei lá entende, ando espiritualizada ultimamente. Acho que vou me converter e virar budista. Se bem que to muito longe de ser “monja”. Tô mais pra louca do que pra santa. Aliás de santa eu não tenho nada, adoro causar e santa não causa.

A propósito, vocês já viram isso? http://cleycianne.blogspot.com/ A criatura é exatamente o meu oposto. Descobri que existem pessoas por aí que podem ser o que a gente jamais será. O engraçado é que tudo que ela diz e prega moral para cima de quem lê é exatamente o que eu adoro ou acho o máximo fazer. Segundo o que diz em seu blog ela não é preconceituosa, mas o blog é simplesmente carregado de preconceito. Eu hein? Das duas uma, ou eu tô ralada e vou direto para o inferno feliz da vida ou a hipocrisia e a moralidade é tão inútil quanto mascar chiclete para resolver uma equação de álgebra.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aula de amor

Namorar também se aprende. Li por aí que “aprendemos a andar, a escrever, a nadar, a falar inglês... Só que quando se trata de amor e sexo, pensamos que tudo deve acontecer instintivamente. Nada disso. O amor não é racional, mas com a ajuda de algumas perguntas e respostas honestas e a orientação de profissionais que estudam o comportamento humano, podemos aprender a nos relacionar melhor. Saber manter um bom relacionamento é igual a aprender a andar de bicicleta. Na hora que você desvia a atenção do objetivo, você cai”.

Faz tempo que não escrevo sobre amor que é de longe o tema mais lido e mais pedido por todos os leitores que me acompanham. Eu inventei uma frase tentando definir o amor que dizia que ele é como uma onda que avança e recua sem medo de recomeçar. Podemos resistir durante um tempo, mas quando nos apaixonamos perdemos o prumo e adoramos sentir isso. Faz com que a vida tenha mais cor, mais sabor e mais sentido.

Quem está infeliz em uma relação deve responder honestamente por que quer ficar ou por que quer sair dela. Não acho que os casais devam desistir do relacionamento no primeiro obstáculo. Dificuldades são naturais e, na imensa maioria das vezes, superáveis. Quem tem filhos sem dúvida deve fazer um esforço maior. Mas isso não quer dizer que tenha que ficar grudado na pessoa só por causa disso. Somos todos livres e podemos decidir com quem vale a pena ficar.

É Importante lembrar que divergências acontecem e que muitas vezes você vai querer sufocar a criatura com o travesseiro e se perguntar se é com ela realmente que você quer continuar a dividir a vida. Essas questões podem povoar seus pensamentos a ponto de te fazer enlouquecer num momento de crise conjugal, mas se existir amor, a estabilidade volta e as coisas podem ser ajustadas no seu devido tempo.

O amor pode ser sentido de maneira diferente pelas pessoas. Para uns, é importante sentir aquela paixão logo no primeiro encontro. Para outros, a paixão surge mais devagar. Existem os que gostam de relações tempestuosas e emocionantes, enquanto outros preferem a calmaria. Idealizamos demais o outro. Queremos que seja assim ou assado de acordo com nossas expectativas. Mas na verdade ninguém vem com manual de instruções.

Quando o assunto é amor estamos em constante aprendizagem na medida que vamos descobrindo novas maneiras de se entregar a ele. Sofremos, choramos, erramos, acertamos. Sempre em busca desse sentimento que nos infla a alma de alegria e nos tira do raciocínio lógico.

Como é bom sentir amor saindo pelos poros a ponto de enlouquecer. Mas é muito melhor quando temos a certeza de que o amor não é efêmero como a paixão e que é correspondido com serenidade, calma, cumplicidade e acima de tudo romantismo. Quando termina o romantismo fica tudo tão mecânico. O amor deve ser regado e adubado. As folhas secas devem ser removidas e as folhas boas bem cuidadas para que não morram completamente. Com esses cuidados, ativaremos o botãzinho do amor ou decidiremos de vez se está na hora de procurar em outra pessoa esse sentimento tão gostoso de experimentar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Papo fútil

E lá estava eu no consultório de um cirurgião plástico renomado discutindo sobre próteses de silicone nos seios, glúteos e lipoaspiração. Em cima da mesa próteses de diversos tamanhos para análise como se estivesse escolhendo um pedaço de carne no açougue.

Não sei porque mulher escolhe peito grande, fui direto no maior. Ele fez uma cara feia e disse que os seios devem ficar em harmonia com o resto do corpo e que não poderia colocar grande demais que ficaria feio. Insisti na prótese maior e então ele me mandou tirar a blusa para uma avaliação. Apalpou, olhou de perfil, mediu meus ombros, fez caras e bocas e disse que era melhor eu não colocar nada.

Eu insisti e disse que queria algo maior mesmo assim. Ele então pegou duas próteses de 260 ml e mandou eu enfiar no sutiã e colocar a blusa. Fiquei parecendo atriz pornô. Odiei. Ele me olhou e disse:
- Entende agora que você não precisa mexer nos seios?

Então passamos para a região do pânceps. Ele apalpou as “banhas” como se fosse arrancar com as unhas ali mesmo. Aliás, to sentindo dor até agora por causa daquele apertão. Então ele me disse:
- É... Aqui só lipo não adianta. Vamos ter que cortar na linha do umbigo e fazer uma mini plástica removendo todo o excesso de pele que vai ficar com a lipo em cima do corte da cesariana. E podemos tirar a gordura nas costas também e blábláblá. É... Até o médico concordou que meu pânceps tá brabo.

- Agora vamos para a minha bunda doutor. Olha isso. O que o senhor acha?
- É Renata, acho que uma prótese dessa daqui (me mostrou a maior que tinha) seria o ideal.
- Mas doutor isso é maior que aquele seio ali que o senhor disse que era grande demais.
- Sim, mas estamos falando dos glúteos agora e realmente aqui você precisa preencher. – Disse isso enquanto apalpava sem parar e fazia caras e bocas.
- Ai, preferia que ele tivesse dito que minha bunda tava legal. E preferia que não tivesse que apalpar tanto para me dizer isso. Eu hein?

Pior que isso foi o preço. Uma bunda está pela hora da morte. R$ 7.000,00 para desfilar com uma bunda nova por aí. A barriga sai por R$ 4.000,00, barbadinha de juntar essa grana. Aliás, não imaginava que uma barriga pudesse ser tão barata e uma bunda tão cara.

Saí de lá empolgada com a possibilidade de ter uma nova barriga daquelas que as pessoas olham e dizem:"Será que ela não tem tripa?". E esperando o dia para ter a minha tão sonhada bunda nova. Por enquanto fico aqui com cara de bunda cada vez que olho para os glúteos naturais que Deus me deu. Fazer o quê?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jardim da vida

Hoje é o último dia das minhas férias e me despeço disso me sentindo renovada e pronta para começar um novo semestre, de cabeça limpa, com novas idéias, nova visão de vida e principalmente paz no coração.

Doença na família desestrutura a gente, abala nossa maneira de encarar as coisas e ficamos sem reação. Ficamos sem chão, flutuando por aí em algum refúgio qualquer que nos faça sentir uma espécie de proteção e alegria por algum tempo, disfarçando que não está acontecendo nada enquanto o mundo está caindo em nossos ombros.

Em certos momentos entramos na fase do transtorno bipolar, aonde vamos da euforia à depressão em segundos num mesmo dia. Nossa cabeça fica confusa, sentimentos se misturam e nosso coração fica esmagado, pressionado, pequeninho lá quieto num canto enquanto ficamos perdidos decidindo como fazer para sair dessa situação.

Há poucos dias acordei pra vida. Olhei para o jardim que tenho na sacada e ali estavam plantas secas e mortas além de muita sujeira que a chuva deixou. Me imaginei como aquele jardim. Eu estava me sentindo assim. Então, peguei o carro e fui direto a uma floricultura escolher a mais linda das bromélias e o mais lindo lírio da paz. Passei numa loja de materiais de construção e comprei lâmpadas verdes e um verniz especial para pedras.

Cheguei em casa e organizei o jardim como se estivesse organizando minha própria vida. Iluminei as folhagens com luz verde, coloquei fora tudo que estava morto e seco e pintei as pedras com verniz. Quando terminei já era noite. Ainda bem porque pude admirar a beleza da luz nas folhagens e perceber que tudo pode mudar para melhor se estivermos dispostos a isso.

Aquele jardim estava ali atirado há mais de um ano e precisou eu me sentir triste para arrumá-lo de novo. E assim fiz em todas as peças da casa, consertei coisas, doei muitas roupas que não usava mais, me desfiz de tralhas, organizei gavetas, doei a metade do quarto de brinquedos do meu filho, mandei o cachorro para o petshop e mandei lavar o carro. Então tomei um banho demorado de banheira e passei um dia inteiro na estética cuidando de mim. Depois que me arrumei toda por fora, fiz todo tipo de exame para ver se estava tudo bem comigo por dentro. Mas ainda faltava resolver a limpeza do coração que estava apertado. Me concentrei, reativei meu altar onde tenho alguns símbolos da grande fraternidade branca e rezei com fervor para que tudo melhorasse em minha vida e me sentisse melhor de alguma forma.

Às vezes é preciso parar para prestar atenção em nós mesmos. Nos reorganizarmos. Definirmos aquelas pendências que ficam martelando em nossas cabeças nos perturbando e nos desviando do nosso caminho. Esperamos um tapa na cara, um tombo, um sinal para sairmos da inércia e tomarmos uma atitude sensata que nos traga paz. Agora eu pergunto, e o jardim da sua vida como está?