Estava aqui pensando: Porque será que nós mulheres somos tão complexas? Porque será que nos perguntamos a todo o momento se devemos nos dedicar a vida profissional ou familiar? Sim, eu sei que há um ponto de equilíbrio e que dá para fazer tranquilamente (nem tanto) as duas coisas, mas me mostra esse ponto de equilíbrio "fazfavor"? Devemos fazer mais um curso de aperfeiçoamento para nos destacar em alguma coisa ou entrar na academia para não se acostumar com a barriga em destaque?
Porque é tão difícil estar satisfeita? Porque passamos horas no cabeleireiro para alisar as madeixas e nos sentimos felizes por isso? Porque um dia inteiro na estética nos deixa com uma sensação de mulher poderosa e em dias de TPM sentimos como se fôssemos a “ogra” mais tribufu do Universo?
Porque é tão difícil amar e ser amada sem neuras, sem dúvidas, sem excessos, sem medos? Porque não nos permitimos sentir calafrios de emoção, mudando tudo de lugar quando tudo está tão morno e sem sal? Nos contentamos com o óbvio, com o trivial, com o mais ou menos, com a rotina... Demoramos séculos para sair da inércia e tomarmos alguma atitude que nos faça viver intensamente e sentir uma explosão de felicidade dentro do peito. E porque essa tal felicidade não chega e se abanca de mala e cuia dentro da gente pra nunca mais ir embora, hein?
Tudo tão corrido, tantos afazeres, trabalho, reuniões na escola do filho, supermercado para fazer, contas a pagar, dietas, pendências, cobranças... Muitas vezes não dos outros, mas cobramos resultados de nós mesmos. Queremos algo e não fazemos nada para que esse algo aconteça, ou pelo menos demoramos a fazer. Porque é que tem que ser assim?
Conheço mulheres que detestam a hipótese de terem filhos, conheço as que sonham em um dia conseguirem ser mães. Conheço neuróticas que perseguem seus maridos e esquecem de viver a própria vida. Conheço as que se anulam e as que se destacam. Analiso a mim e a elas e chego à conclusão que com tantas diferenças somos todas iguais de certa forma. O que muda são os medos e as preferências, mas no resto somos todas iguais, pois sentimos insegurança, dúvidas, frustrações, ódio da balança, cólicas menstruais e sensações de alegria por comprar um simples sapato novo.
Independente da idade, raça, credo e religião somos mulheres. O sexo frágil que é fortalecido ao poucos pelo sofrimento, pela busca e pela necessidade de querer ser sempre feliz.