Prezada Renata,
Ao visitar seu blog me senti sua amiga desde a infância. Tenho andado um tanto desanimada e estressada com minha relação. Meu marido é uma pessoa muito dificil, dono de seu proprio nariz e de seus atos. Individualista ao extremo. Vi suas fotos o que demonstra a sua auto estima la em cima, tento ate me guiar pra seguir minha vida. Acho que me falta coragem pra certas ações. Ele frequenta casas de prostituição com os amigos ou sozinho e ao pedir que me leve pra jantar ele diz que não tem R$. Diz que não me deve satisfação do que faz e onde vai. Entrei na teoria do silencio, aonde so escuto, mas isso me faz mal. está matando o que tenho de bom por ele. Tenho vontade de sair gritando e xingando. Sei que todos os homens são assim, ou quase todos. Não sou uma pessoa que tenho uma independência financeira que possa me manter, caso separação, mesmo tendo um curriculo de invejar. Ao escrever isso realmente vi que me falta coragem em agir, mas eu amo ele. Mesmo sabendo que o certo em uma relação é a amizade, não posso dizer que ele é meu amigo. Sei tb que é dificil dar opinião em uma relaçao a dois ja que tudo muda de uma hora pra outra. na verdade não há perguntas acho que busco apenas aquela palavra amiga que me levante. Não tenho filhos e por destino acho que deus quis assim, pois parece que não é pra ser com ele.
obrigado por me escutar
abraços
Isso é muito mais comum do que se pensa. Homens criados numa cultura machista que se acham no direito de fazer e acontecer dentro do casamento porque sustentam a casa, sem saber o valor da palavra respeito e muito menos consideração pela pessoa com quem se casou.
Homens, que se casam para ter o status de casado, e que enfiam seus "pintos" em qualquer vagabunda por aí sem se preocupar se levarão para casa uma doença venérea que poderá inclusive acabar com a vida de uma pessoa que está correndo risco sem saber, por que o fubango do seu marido não vale nada. Desculpem o palavreado xulo, mas a ocasião pede que seja escrito assim.
Homens que precisam pagar para ter sexo que lhes aliviem um dia estressante, mesmo tendo a esposa em casa, porque se não for por dinheiro nenhuma mulher teria coragem de chegar perto, pois são repugnantes. Se não fossem conseguiriam sexo gratuito com alguma mulher disponível por aí, não precisariam de prostitutas.
Muitas vezes alegam que a mulher não faz o chamado “serviço completo” e por isso procuram prostitutas. Mas para se ter “serviço completo” na cama se faz necessário muito mais que um pênis à disposição. Se faz necessário amor, ternura, tesão, carinho, companheirismo, cumplicidade, química, cheiro, pele, toque, olhar, beijos... Se isso não existir, não haverá como querer que a esposa faça o papel da prostituta em termos de performance, pois ela nem está movida pela motivação de ganhar dinheiro nessa história toda.
Mas a questão aqui é outra, pois só o fato de se ter certeza que o marido frequenta casas de prostituição já é o suficiente para criar coragem e sair desse casamento em prol da saúde tanto física quanto mental. Percebo que muitas mulheres se submetem a continuarem casadas por que separadas não teriam como sobreviver financeiramente.
Quer saber? A dor ensina a gemer e quando o sapato apertar a gente aprende a reagir e achar a solução. Nessa situação existem dois caminhos: Um é se acomodar e aguentar essa situação insustentável onde se tem a falsa impressão que se ama a pessoa e que não se pode viver sem ela. Sim, falsa, porque amar uma pessoa que não te respeita e te humilha é falta de amor inclusive de amor próprio. Se você amasse de verdade tentaria fazer com que ele te admirasse e recuperasse o que existia quando vocês se casaram, pois saberia que isso valeria a pena. Outra opção seria você criar coragem e terminar com essa história, sentar e conversar dizendo:
- Olha ou terminamos ou mudamos (sim os dois devem mudar a maneira de agir e já te digo que não é tarefa fácil).
Mas diante da tua “acomodação” percebo que você está perdida sem saber o que fazer e sabe porque? Porque tem medo. Medo de passar dificuldades sem o dinheiro dele mesmo que isso de certa forma te traga felicidade. Medo do que os outros vão pensar ou dizer. Medo de enfrentar o ódio e a revolta dele quando perceber que perdeu a esposa que o espera enquanto ele se diverte por aí com vagabundas.
Se você quer saber a minha opinião, aqui está ela:
Quando não se tem independência financeira o outro que sustenta a casa pensa que é dono da gente e por isso pode fazer o que quiser que estará "no direito", pelo menos ele sente assim. Então minha querida, pegue o teu currículo, coloque uma roupa sóbria, uma maquiagem leve, empina o teu nariz pra cima, murcha a barriga e VÁ A LUTA! Distribua currículos por todos os lados da cidade e se não conseguir nada comece a se perguntar o que te dá muito prazer de fazer e faça. Seja o que for, vale até artesanato, só até você conseguir o emprego dos seus sonhos. Mas TENHA O TEU DINHEIRO e NÃO ABRA MÃO DISSO. Não vale virar prostituta também né? Tá, to brincando.
Ainda bem que você não tem filhos AINDA, porque o que você vai tentar fazer é tentar resgatar a admiração do teu marido que no início pode ser contra a tua independência pois para ele deve estar bom "mandar" em ti. Os Homens só nos respeitam quando sabem que não dependemos deles e que se estamos com eles é só por amor, se isso acabar damos um belo chute em suas bundas e eles ficam no chão, pois são muito mais dependentes emocionalmente do que nós.
REAJA! Pense em primeiro lugar em você. Para cada ser que existe na face da Terra a pessoa mais importante do mundo é ela mesma. Se eu estiver bem, poderei deixar os outros bem. Se eu estiver bem poderei fazer de tudo para que meu filho esteja bem, meus pais, etc... A pessoa mais importante do mundo pra mim sou eu e pra você tem que ser você. Ninguém é insubstituível e a vida não vem com manual de instruções. O que norteia a gente para o que se deve ser feito é nossa sensação de felicidade. Se você não está feliz, procure imediatamente encontrar onde estão os seus momentos de felicidade e mãos-à-obra.
A inércia nessas horas pode parecer uma “zona de conforto”, mas na verdade é o tempo que se perde de ser feliz. É preciso ter coragem para colocar um ponto final, sofrer, chorar, se escabelar por alguns dias, viver a fase de transição respirando fundo e se enchendo de coragem para renovar-se e começar de novo. É a tua vida que está em jogo. E ela é a coisa que mais deve ser valorizada por você.
Obrigada por escrever e espero ter te ajudado. Seja SEMPRE feliz!