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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Julgamento


Não julgar e analisar uma situação pode parecer fácil, mas a partir do momento que observamos nossas atitudes percebemos que é extremamente difícil. Abro meu facebook e dou de cara com algo que provoca uma risada sarcástica com pensamentos irônicos. Tudo muito carregado de crítica. Paro e penso: Tá mas, a pessoa está feliz, quer dizer ao mundo o quanto ama José Inácio e portanto altas declarações de amor e derramamento de mel por cima de nossas telas deveriam ser aceitas. Mesmo que isso esteja se repetindo pela quinta vez esse ano com parceiros diferentes. Mas o que eu tenho com isso? A vida é da criatura e ela, e só ela é que sabe aonde seu sapato aperta. Só ela sabe o que causa borboletas no estômago. Se está pela quinta vez numa nova tentativa, deveria ser admirada por ter a coragem de buscar a sua felicidade e não se contentar com migalhas como muitos fazem por aí. Ó... Outro julgamento.

Movimento a timeline e me deparo com outra cena tosca. Mas peraí... Tosca porque? Porque simplesmente dentro de uma opinião baseada nas minhas crenças achei tosca, quando na verdade a tosca sou eu por estar achando algo muito bacana tosco. Onde está escrito que eu tenho razão? Minha opinião pode oscilar conforme meu humor. Dependendo do ponto de vista a cena tosca nada mais é que uma brincadeira de alguém que estava extremamente feliz e queria demonstrar isso num determinado momento. Qual o problema? O problema sou eu que não estou na mesma “vibe” e fico achando tudo tosco dependendo do dia. Apenas isso. Se fosse alguém que eu conhecesse a fundo e soubesse os motivos de sua alegria, participaria dessa "tosquice" toda e acharia tudo muito engraçado também. Nossas percepções que determinam nossos próprios julgamentos.

Enquanto inevitavelmente analiso isso ou aquilo da vida dos outros, deixo de analisar o que realmente deve ter importância pra mim, ou seja, a minha própria vida. A começar por corrigir esse terrível defeito de ficar observando o que não me pertence. Erro aliás que todos nós cometemos. É difícil resistir. Quando menos percebemos já julgamos e condenamos uma determinada criatura, mesmo que em pensamento, por algum motivo qualquer. Enquanto for em pensamento, sem que saia pela boca, acredito que estaremos perdoados. Ou não. De qualquer forma fica a sugestão de promovermos exercícios diários. Cuidar de nosso próprio rabo e rezar para que os demais macaquinhos cuidem dos seus por aí. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Recomeço...

Julho de 2014 foi minha última postagem por aqui. De lá pra cá muitas coisas aconteceram, ganhei uma filha, perdi um sobrinho. Aprendi a utilizar a alegria como meio de reagir para seguir vivendo.

Vovô Buca e Gui babando muito
Marina
Aprendi que um bebê pode ser muito mais poderoso do que se imagina. Ele é capaz de levantar uma família inteira num momento de luto. Acho que por mais que saibamos que um dia vamos morrer, nunca estaremos preparados, ainda mais assim, de uma hora pra outra num acidente estúpido.


Marquinhos
A saudade é do tamanho do mundo e a dor inexplicável. Junto a isso vem o medo enorme de perder as pessoas que ficaram. As cenas dos momentos felizes se misturam com os momentos tristes.  Em meio a tudo isso, ficou uma sementinha que descobrimos na missa de sétimo dia. João Marcos nasceu em fevereiro desse ano resgatando um pouquinho da presença do nosso inesquecível  Marquinhos.  


João Marcos
No balanço da vida, posso dizer que tudo que nos acontece vai nos lapidando, vamos sendo temperados com o melhor aço, vai melhorando a nossa maneira de ser e agir, nos fortalecendo. A cada ano que passa vamos sofrendo metamorfose, onde o sofrimento nos melhora como seres humanos.

Perdemos muito tempo preocupados com bobagens, com mágoas inúteis guardadas no peito. Perdemos tempo com inimizades, com antipatias, coisas que não agregam em nada nossa existência. De qualquer forma, o melhor a fazer é manter-se neutra, viajar para o mundo da reciprocidade, ficar perto das pessoas que sabem retribuir o carinho que lhes é dado e distante das que não sabem.  

O que realmente importa? Os momentos felizes com quem amamos. Que saibamos reconhecê-los e valorizá-los em nosso cotidiano.  A frase clichê “A felicidade está nas pequenas coisas” é extremamente verdadeira, mas pra isso é preciso saber enxergar o que realmente tem valor nessa vida. Algumas pessoas só descobrem quando perdem.  Perdem saúde, amores, pessoas.  Se atirarmos nossos problemas numa mesa junto aos problemas dos outros, com certeza acabaremos juntando de volta nossos próprios problemas. Só sei que por mais que algo muito forte se modifique dentro de mim, minha maneira alegre de ser não muda. Sei reagir, sei levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima sempre. Afinal, o que não tem remédio, remediado está. É pra frente que se anda não é mesmo?  Vida que segue!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O que te move?

Nossa vida é uma sequencia de ciclos.  Fases específicas que de alguma forma nos impulsiona para frente, para uma próxima fase, para uma nova experiência na vida. Mas o que te faz progredir, sair de um ponto para outro com sucesso, de modo que gere uma satisfação e uma sensação de dever cumprido?

Para responder essa pergunta, temos que levar em consideração que cada pessoa tem um objetivo na vida e o que para muitos seria um pesadelo, como ter vários filhos e uma família feliz, por exemplo, para outros é plenitude.  Há também casos onde uma pessoa pode querer muito ter filhos e uma família feliz, mas nunca encontrou a pessoa certa para fazer isso e, portanto focou em novos objetivos, movida por outros sonhos que se tornaram possíveis no decorrer de sua vida.

 Isso nos faz pensar que para que haja felicidade é necessário focar em si mesmo e esquecer os objetivos dos outros. Mesmo porque as oportunidades que a vida proporciona são diferentes para cada pessoa que existe no mundo. Além disso, cada indivíduo tem uma percepção diferente das coisas e o que pode parecer loucura para uns, como viajar o mundo todo com uma mochila nas costas, para outros é um sonho de consumo. Não importa. O que importa é olhar pra si e perceber o que te move através da sua percepção das coisas e do quanto cada escolha pode impactar na sensação de realização pessoal.

Somos movidos pelo amor, onde fazemos planos, trocamos de cidade, de maneira de pentear o cabelo, muitas vezes até de agir. Somos movidos pelos desafios, pelo novo, pelas escolhas, pela busca constante de felicidade. Somos movidos pela paixão, pela sensação de paz que aquieta o coração e orienta os pensamentos, de modo que nossas atitudes sejam modificadas a cada dia. Somos movidos pela necessidade muitas vezes, que nos coloca em situações de risco para que a saída da inércia seja forçada. Há quem seja movido pelo ódio, pela vingança, pela inveja e amargura.

Na correria do dia-a-dia muitas vezes não paramos para pensar à longo prazo e no quanto as atitudes de agora refletirão lá na frente de maneira significativa em nossas vidas. É como aquele médico que recrimina seu paciente para que faça exercícios e tenha uma alimentação saudável e mesmo sabendo disso ele espera um infarto do miocárdio para tomar a atitude que já deveria ter tomado há muito tempo.

É importante que se reflita sobre isso, sem ficar preso a velhas crenças e atitudes, pois tudo na vida é um ciclo. Temos que aceitar que são vários e que terminam. Não podemos ficar presos querendo manter algo que já acabou. É inútil e só gera sofrimentos. Temos que nos permitir iniciar um novo, com uma nova visão, aprendendo com os erros e acertos do ciclo que findou para que possamos chegar ao final da vida satisfeitos com nosso percurso, cheios de boas histórias pra contar e principalmente, que possamos olhar pra trás e ver que o que mais nos motivou em relação às pessoas, trabalho e objetivos de vida foi a palavra AMOR. Como diria Pablo Neruda: “Se nada nos salva da morte, que pelo menos o amor nos salve da vida”.  

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ceremonia del sol

Punta Del Este, Casapueblo. O pôr-do-sol no entardecer mais lindo que presenciei em minha vida. De repente um poema em alto e bom tom.

“Hola Sol …! Otra vez sin anunciarte llegas a visitarnos. Otra vez en tu larga caminata desde el comienzo de la vida.

Un sol nítido y redondo, perfecto y delineado, puesto sobre el escenario de mi iniciación con la fuerza sagrada de un vitreaux de iglesia. Desde ese instante sentí que Dios habitaba en ti, que en tu fragua derretía la fe y que por medio de tus rayos la transmitía por todos los sitios donde transitabas. Los mismos brazos de oro que al desperezarte iluminan el cielo, al estirarse a los costados entibian las sierras, o apuntando hacia abajo laminan el mar.

Hola Sol…! Cómo me gustaría haber compartido tu largo trayecto regalando luz...

Gracias Sol…! Por regalarnos esta ceremonia amarilla. Gracias por dejar mis paredes blancas impregnadas de tu fosforescencia.

Chau Sol…! Cuando en un instante te vayas del todo, morirá la tarde. La nostalgia se apoderará de mí...

Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.


Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez”.

Lindo, emocionante e inesquecível. Entardecer na Casapueblo é algo como o sol que invade nossa alma pelos poros, ilumina nosso ser e nos transforma em pessoas melhores do que quando ali entramos.

O final do poema se dá no último risco de sol que desaparece no horizonte, onde os uruguaios despedem-se do astro Rei com uma salva de palmas. In-des-cri-tí-vel. Saí de lá com uma sensação de que a vida vale à pena quando aprendemos a valorizar momentos simples como esse. Não é apenas um sol que nasce e morre todo o dia, mas uma luz dourada e sagrada que te olha de cima e te incentiva a recomeçar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Humor

Vamos falar de humor. Passo pela rua e vejo pessoas com um semblante fechado e uma ruga enorme na testa. Pessoas que caminham corcundas como se fossem pobres coitados sem uma postura diante da vida. Isso é muito comum de se ver. Parece que a face desandou, amoleceu e caiu, como o rosto de um bulldog.

Bom humor pode ser adquirido. Você pode optar por encarar tudo pelo lado bom e dar risada das perdidas ou fechar a cara para o mundo e chutar o cachorro por que teu dia não foi legal. Lembre-se que problemas sempre existirão.

Alegria de viver. Porque é tão difícil para algumas pessoas sentir entusiasmo no seu dia-a-dia? Por que para elas tudo é cinza e sem graça ou pequenos atos de felicidade são muito bobos para merecer um simples sorriso? Porque é tão difícil sorrir?

Quando estamos bem-humorados, rompemos uma barreira invisível que nos separa das outras pessoas que se aproximam de nós. Criamos situações favoráveis aos nossos planos. Quebramos o gelo. Abrimos portas e não só isso, deixamos portas abertas para que contatos futuros venham à nós.

Segundo Freud, “ocasiona o riso, que é um relaxamento da tensão que envolve uma parte do nosso inconsciente de maneira imperceptível. Ele eleva as pessoas, tendo relação profunda com "ser alegre de verdade", ou seja, o desejo de ter uma felicidade incondicional. O mundo não pode oferecer o bom-humor, mas esse sentimento tem o poder de transformar o mundo, vindo de uma fonte chamada “emoção-coração-amor”.

As pessoas bem-humoradas são lembradas com carinho, agem como ímã de coisas boas, nunca são esquecidas. Ela entusiasma, enche nossos poros de energia com seu humor e contagia todos à sua volta. Faz bem para alma. Optar por levar a vida de modo que ela seja colorida aos nossos olhos.

O sorriso é uma luz que deixa fluir o brilho que emite. Funciona como escudo, não permitindo que nada de ruim nos influencie. Sei que naturalmente meu sorriso sai que ninguém me peça, mas acredito que qualquer pessoa poderá fazer isso se prestar atenção nos seus atos corriqueiros.
Quantas vezes você sorri por dia? Isso é um caso sério ou seria engraçado?


"Quem vive de bom humor, passeia pela vida.
Quem vive de mau humor, passa pela vida".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ponto de vista

Aprendemos muito com a vida. Errando e acertando. Encontramos em nosso caminho pessoas dignas de serem admiradas, outras vezes nos enganamos feio. As cascas externas não demonstram a podridão da árvore e só descobrimos isso quando ela é retirada. Portanto não vale a pena perder tempo com árvores podres e vazias por dentro.

Dirija teu olhar para novos horizontes, onde germinam sementes boas. Nessa vida, dinheiro, carrões, cifras... Nada disso tem valor algum quando não se tem dignidade e vergonha na cara. Essência e não aparência. Amar a si próprio antes de amar os outros, sendo digno de respeito e consideração. Não ser motivo de piadas para ninguém. Poder andar na rua de cabeça erguida, dando exemplo aos filhos durante a vida.

Errar não é feio, podemos corrigir sempre em tempo hábil, mudando o cenário completamente em busca da felicidade, desde que isso não estrague nossa essência e nem sequer arranhe a nossa dignidade.

Somos responsáveis por aquilo que cativamos. Quando estamos no meio de pessoas de bem, positivas e felizes, ficamos como elas e irradiamos luz, alegria, energia boa e com isso recebemos em troca aquilo que emitimos. Mas se estivermos perto de pessoas negativas, invejosas, infelizes, recalcadas, falsas, só conseguiremos nos envolver nesse tipo de energia e seremos um deles sem perceber. Afastaremos de nós quem não se sente bem com isso e viveremos num mundo de intrigas, mesquinharias e energia negativa.

É como se emaranhar numa trama nojenta e gosmenta e não conseguir mais sair dela. Às vezes acreditamos nas pessoas por não conhecê-las, e quando conhecemos percebemos que nada tem a ver com a gente. São pessoas muito diferentes, que não nos acrescentam em nada, pelo contrário, só nos desgastam e nos trazem tristezas.

Nós podemos escolher: luz ou escuridão? A resposta nós sabemos, o que falta é atitude.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Hoje acordei meio Nelson Rodrigues

Não sei você, mas eu tenho verdadeira adoração por Nelson Rodrigues. Aquele sarcasmo com humor inteligente. Aquela maneira de escrever a vida exatamente do jeito que ela é, recheada de verdades que chocam muitas vezes.

Sinto que tem um pouco dele dentro de mim. Sim, eu admito. Quando leio suas frases do tipo:
“Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém” ou então “Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas”, fico pensando que existe uma genialidade nessa forma de escrita.

Escrever o que realmente é. A verdade jogada na cara das pessoas que mesmo não concordando com isso, acabam refletindo no silêncio do seu raciocínio que aquilo tem lógica. Como se dissesse o óbvio, mas que para muita gente não pode ser dito. As pessoas beijam, fazem amor, sentem tesão, masturbam-se e sentem milhares de coisas que todos nós sentimos. Mas ao falar de qualquer dessas questões o mundo acaba. As pessoas gelam, envergonham-se. Não, nada disso pode ser dito. Não podemos tocar em assuntos do gênero, pois isso não condiz com o que seria apropriado e correto dentro dos padrões da moral e dos bons costumes. Mas todo mundo faz.

Quando o autor faz referência a uma adúltera por exemplo, dizendo que ela é a mulher mais pura porque está livre do desejo que apodrecia nela, ele consegue não só causar indignação como uma reflexão por parte das mulheres que um dia sonham em buscar outras alternativas, não como adúlteras, mas como mulheres livres. Ele traz reflexão em meio ao que seria uma agressão para quem lê. Ele choca, gera polêmica. Mas ele diz verdades. E por serem verdades, podem irritar muita gente.

Hoje é meu lado Nelson Rodrigues que escreve. Vocês repararam como nosso foco muda completamente conforme nossa vida vai passando? Quando estamos fazendo vestibular, tudo que falar em resumo das matérias para as provas parece ter um neon vermelho nos chamando. Como se o mundo todo estivesse fazendo vestibular.

Depois dependendo do curso que escolhemos, achamos que todos deveriam fazer nosso curso, pois é incrível como ele se aplica em diversas situações e é de fundamental importância na vida das pessoas.

Então resolvemos casar. Perceberam que revistas de noivas parecem brotar nas bancas, na fila do supermercado, na internet? Uma simples passeada no shopping faz você enlouquecer quando percebe que o universo está conspirando a teu favor colocando aos teus pés uma feirinha de noivas.

O tempo passa mais um pouco e você engravida. Pronto! Mas como é que nunca reparamos antes que existiam bebês por todos os lados? Verdadeiros gremlins que se multiplicam sem controle algum e a sensação que se tem é que tudo que você enxerga são artigos de bebê.

Então por acaso do destino você se separa, e começa a perceber que metade da população também se separou e faz tempo. Começa a gostar de conversar com pessoas que tiveram a mesma experiência. Simpatiza mais com aquela pessoa que tem uma história parecida com a tua. Nota que até a propaganda da margarina mudou de família feliz com um casal de filhos para o menininho comendo pão com margarina e perguntando para o namorado da mãe quais as intenções dele.

Mas e o lado Nelson Rodrigues onde está? Está em dizer que quando não estamos passando por determinadas coisas que não coincidem com nosso momento de vida, não nos importamos com o que está fora do foco. Não percebo os bebês na rua quando estou focada no trabalho. Talvez uma bela pasta de couro me chame mais atenção do que um bebê lindo de olhos azuis passando do outro lado da rua. Sarcástico dizer isso? Não, verdadeiro.

Na real cada um se preocupa com o próprio umbigo e quando algo não está dentro do seu foco e da sua forma de ver a vida, então é imediatamente ignorado e muitas vezes criticado. Viramos seres compreensivos quando vivemos na pele determinadas situações em comum com a situação compreendida.

O que é correto para você? Qual seu ideal de vida? O que realmente vale a pena para chegar na morte com a sensação de dever cumprido? Não sei, mas o que você pensa pode ser totalmente errado e sem graça para mim e vice-versa. E daí? Que se dane! Quer saber, a verdade nua e crua é que todo mundo faz cocô e aniversário igual a todo mundo e ninguém é mais ou menos que ninguém porque teve determinados focos diferentes durante a vida.

Viva, simplesmente viva da maneira que lhe convém, com os teus conceitos de felicidade e livre-se da camada asfixiante e podre da opinião alheia. Afinal, todos nós vamos morrer, isso é fato. Mas o que importa é se ao morrermos conseguimos ter a vida preenchida com nossos atos voltados para o nosso foco e não para o foco de outras pessoas que nos utilizaram como fantoches humanos para satisfazer seus ideais de vida.

sábado, 17 de julho de 2010

Trem da vida

Antes de embarcar vamos falar de sentimento, que vem do verbo sentir, perceber por meio de qualquer um dos sentidos, experimentar uma sensação física, perceber algo que se passa em seu próprio corpo, ser sensível, em outras palavras seguir o coração, eliminar a sensação de agonia que invade o peito e toma conta da alma. Quando sofremos, podemos escolher onde estará o ponto de quebra desse sentimento ruim. Até onde eu deixo ir uma determinada situação que não está sendo boa para mim.

Vamos falar de julgamento, decidir, fulminar por palpites, apreciar, avaliar, formar juízo a respeito de algo ou de alguém, formar juízo crítico, formar conceito sobre alguém ou alguma coisa, imaginar, supor. Como é fácil apontar o dedo para frente e esquecer que três estão apontados para si próprio. Como é fácil chegar num determinado lugar e elaborar um relatório geral do ambiente e no entanto como é difícil chegar em casa no silêncio do quarto e se autoanalisar.

Vamos falar do tempo, esse carrasco que pode terminar com nossa vida em segundos. Einstein já dizia através da Teoria da Relatividade que o tempo é relativo, experimente colocar o dedo no fogo e verás que um minuto é uma eternidade e ao falar com seu amor no telefone esse mesmo minuto passa voando. O tempo que passa independente de nossa vontade. O tempo que cura e que pode arrancar pessoas de nós. Ele passa, não adianta. Passa e muito rápido. Será que vale a pena desperdicá-lo? Será que ao fazer isso não estamos desperdiçando vida? Gastando inutilmente o nosso tempo com algo que não tem valor algum?

Quando menos esperamos o tempo acaba. É hora de partir. Podemos aproveitar cada minuto, descobrindo novos caminhos, buscando equilíbrio dos sentimentos e aproveitar esse tempo de modo que a vida seja preenchida com vida. Todos temos passado e todos vivemos o presente. Porém nem todos terão futuro. E isso deve sim ser levado em consideração. Posso morrer nesse instante ao terminar de postar esse texto. Não sei quanto tenho de tempo.

Vamos falar de amor. Como é bom sentir o amor transbordando pelos poros e poder viver isso sem a preocupação do julgamento alheio, mas observando o sentimento de felicidade que toma conta de todas as nossas células e move a vida para frente. Com paisagens coloridas, com risadas, sem feridas, mas sentindo paixão pela vida.

Vamos falar de vida. Essa maravilhosa e complexa viagem, onde embarcamos em meio a alegrias e tristezas e aos poucos vamos descobrindo maneiras de aproveitar melhor o percurso. Se estivéssemos num trem, poderíamos fazer uma analogia com o comportamento humano, onde algumas pessoas aproveitam cada minuto, observando a paisagem e experimentando novas sensações no decorrer da viagem. Se uma poltrona não está boa, experimenta-se outra, se estivermos na área de fumantes, levantamos simplesmente e trocamos de cabine, se sobrou uma vaga na janela bem na hora da paisagem mais bela, corremos para conseguir o melhor lugar e por ali sentar.

Algumas pessoas não conseguem fazer isso, pois ficam paralisadas no meio onde estão inseridas mesmo sem gostar. Elas não quebram paradigmas, elas não buscam sentimentos de alegria, de felicidade, de paz. Elas vivem presas na mesma cabine de sempre, numa ala de fumantes mesmo detestando o cheiro de cigarro, se contentam com a pior poltrona do trem por medo de mudar de lugar. Afinal, o que os outros vão pensar?

E assim chegam ao final do percurso e ao olhar para trás e ver que a vida passou e que a viagem foi uma verdadeira mesmice o tempo todo, mal conseguem perceber a alegria de alguns que adoraram tudo que viram, tudo que presenciaram, tudo que experimentaram durante a viagem. O percurso e o tempo pode ser o mesmo para todos nós, o que muda é o sentimento, o julgamento, o amor e como escolhemos viver a nossa vida no decorrer da viagem. É poder chegar ao fim da linha satisfeito pela vida bem vivida e poder sorrir sabendo que tudo valeu a pena.
Cafonérrimo esse texto, mas verdadeiro. Garçom, aumenta o som do Reginaldo Rossi por favor?!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mudança

Eu adoro essa palavra. Estou em constante mudança. Aliás, como diria Raul Seixas, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Sinto-me em fase de transição. Algo está acontecendo comigo caros leitores, a minha mudança está sendo interior e bastante profunda.

Já mudei diversas vezes a cor do cabelo, já mudei de apartamento, de lugar na mesa, de lado na cama. Mudei de solteira para casada, agora de casada para solteira, de filha para mãe, de sobrinha para tia. Mudei de magra para gorda e de gorda para magra de novo. Mudei de emprego e de carro. Mas de uma hora para outra comecei a analisar de perto a palavra transformação. Transformar sentimentos ruins em bons, abstrair da minha mente pessoas que não valem à pena.

É difícil abstrair coisas ruins. Estamos mergulhados num mar de notícias pesadas e negativas o tempo todo. Adoraríamos que não existisse “gentalha” fofoqueira em nossa volta, notícias ruins na televisão e todos fossem felizes e realizados, mas infelizmente isso parece impossível.

Percebi que não adianta ficar tentando mudar as pessoas, tentando preencher lacunas de suas vidas enquanto deixo lacunas na minha em aberto. Eu vou cuidar de mim, do meu filho, dos meus pais e do meu nariz. Se todos estiverem bem, transmitirão somente coisas boas ao meu redor e assim conseguiremos “contaminar” muita gente com nossa energia positiva.

E você? Olhe para o seu semblante no espelho. Sozinho, sem "maquiagens", sem precisar disfarçar nada para ninguém. Apenas olhe e tente penetrar no seu olhar até se transportar para dentro dos seus sentimentos. O que você é? O que você está transmitindo para os outros é real? É você mesmo? Você está feliz? Você está realizado? Você está fazendo o bem para os outros naturalmente por que está se sentindo bem e recebendo de volta boas vibrações ou está atrás de uma máscara fazendo gracinha para os outros rirem enquanto teu coração grita que tua vida estagnou? E aí? Será que vale a pena perder tempo de vida com algo que te consome, que te entristece e que te faz se sentir dentro de um corpo sem alma?

Você é aquilo que atrai. E não adianta fingir que não é contigo porque é. É a sua vida e só você pode tomar alguma atitude para mudar. Mudar é bom. Mudar é necessário e nunca é tarde para que isso aconteça. Mas sei lá... Cada um sabe onde o sapato aperta. A diferença é que uns atiram o maldito sapato longe e outros ficam cultivando calos dolorosos por anos a fio.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Papo Cabeça

Em certos momentos sentimos necessidade de rever o que passou para ajustar os ponteiros do relógio da vida. Para alguns britanicamente acertado, para outros quase parado. O difícil é saber por onde começar. Lá começam as promessas de dietas, as promessas de economizar para comprar aquele sonho, mudar de casa, de lugar, de cor do cabelo. Seja o que for, lembre-se de que a vida está onde pulsa e nem sempre esse pulsar está onde prevíamos ou imaginávamos. Devemos prestar atenção no que nos faz feliz, já que em toda a nossa vida, somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade. Nossas escolhas é que vão determinar isso.

Mudar a rota não é vergonhoso. Vergonhoso é não sair da zona de conforto preocupado com o que os outros vão pensar ou dizer. Podemos mudar sim, de uma hora para outra assim do nada às quatro horas da tarde de uma quarta-feira. Podemos decidir o final de um ciclo. Um recomeço. Um momento onde percebemos que a cada dia que passa perdemos tempo de vida e aprendemos muito com isso.

Segundo a monja budista Coen Sensei, “O que nos causa sofrimento é nos enrijecermos com a idéia de que “tem que ser assim” quando, na verdade, há uma razão para que seja de outra maneira”. É difícil quebrar paradigmas. É difícil aceitar o que saiu dos velhos planos. Mas talvez seja mais difícil ainda continuar insistindo em algo que não nos faz feliz, por não aceitar a mudança que se faz necessária em nossa vida.

Tem uma frase que li por aí e acho apropriada para finalizar esse texto: “Aceite o fluxo. Hoje você pode ser rio, amanhã fundir-se ao mar e depois virar chuva”.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mudanças

"Temos que continuar nos reinventando. Quase que a cada minuto. Porque o mundo muda num instante e não há tempo para olhar para trás. Às vezes, a mudança nos é imposta. Às vezes, acontece por acidente. E fazemos o melhor delas. Temos que constantemente achar modos para nos consertar. Criamos novas versões de nós mesmos. Só precisamos ter certeza que é uma evolução."
Meredith Grey (Grey´s Anatomy - Valentine's Day Massacre - S06E14)
P.S> Tinha anotado quando li no blog: santaseinsanas.blogspot.com e depois não me lembrava de onde tinha tirado isso, coloquei como autor desconhecido. Levei um puxão de orelha das gurias do blog por não ter mencionando o blog delas... Meninas... Desculpem! Eu adoro o blog de vocês!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Escrever

Descobri uma nova definição para a palavra escrever. Escrever é um ato de exorcismo. É colocar para fora todos os sentimentos bons e ruins. É compartilhar sentimentos. É confidenciar loucuras. É se expôr completamente como se estivesse pelada no meio da rua. E pior, gostando.
Escrever é descobrir-se. É inventar personagens. É viajar nas palavras ou seria dançar com elas?

É enxergar um novo horizonte. Um novo ângulo. Uma maneira diferente de encarar os problemas e as alegrias.

É adorar escrever cada vez mais. Como um adorável vício que não fazemos questão nenhuma de descobrir a cura. Realmente os dicionários estão incompletos.